A declaração do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), de que ainda não definiu seu segundo voto para o Senado Federal nas eleições de outubro gerou repercussão nos bastidores políticos da Paraíba nesta segunda-feira (3). A fala ocorre em meio à corrida eleitoral de 2026, que deve eleger dois senadores pelo estado, e coloca em evidência as articulações dentro da base governista.

Em publicação no Instagram, o perfil @paraiba_online informou que Léo Bezerra já declarou apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), mas não anunciou quem receberá seu segundo voto, decisão que envolve diretamente o ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB). O posicionamento do prefeito da capital pode influenciar o equilíbrio de forças na chapa majoritária e o peso do PSB na disputa.

O que está em jogo no segundo voto

A legislação eleitoral brasileira permite que o eleitor vote em dois candidatos ao Senado Federal, sem obrigação de escolher nomes da mesma chapa ou partido, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na Paraíba, a disputa por duas vagas torna o segundo voto um trunfo estratégico para as coligações. Em 2022, o estado elegeu dois senadores, e o mesmo ocorrerá em 2026, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

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Léo Bezerra, do PSB, faz parte da base de apoio do governador, partido que também abriga a pré-candidatura de João Azevêdo ao Senado. A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) já registrou a aliança entre o governo estadual e o PSB, o que intensifica a expectativa de que o prefeito alinhe seus dois votos à chapa governista. Até agora, porém, ele só confirmou o voto em Veneziano, do MDB, partido aliado, mas não na pré-candidatura de João Azevêdo.

Pressões e interesses por trás da hesitação

A indefinição de Léo Bezerra reflete a disputa interna entre os dois pré-candidatos ao Senado da base aliada. Enquanto Veneziano busca consolidar seu nome como o principal cabo eleitoral do grupo, João Azevêdo tenta garantir o segundo voto do prefeito para evitar que a chapa perca força. A demora em declarar apoio a Azevêdo, seu correligionário de partido, levanta questionamentos sobre possíveis acordos locais, pressões de setores da legenda ou mesmo uma estratégia para manter margem de negociação.

Léo Bezerra é prefeito da capital, com grande exposição e capacidade de influenciar eleitores, o que torna sua posição um termômetro das articulações. Até o momento, não há informação oficial sobre reuniões ou conversas que possam ter levado à hesitação. O que se sabe é que a definição do segundo voto deve ocorrer nos próximos meses, à medida que as convenções partidárias se aproximam.

O peso da definição de Léo Bezerra na chapa governista

A discussão sobre o segundo voto de Léo Bezerra continua nos bastidores. A decisão pode reconfigurar o equilíbrio entre os pré-candidatos ao Senado da base aliada. O rumo depende do grau de pressão que o governador e o partido exercerão sobre o prefeito nos próximos dias. Enquanto não houver anúncio, a indefinição mantém a disputa interna e a expectativa sobre o arranjo final da chapa majoritária na Paraíba.

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