O que muda na rotina das escolas de Campina Grande com a parceria firmada entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Secretaria Municipal de Educação? A ideia é usar o contato que os psicólogos da rede já têm com as famílias dos alunos para identificar e agir contra agressões domésticas.
O acordo foi fechado pela Promotoria de Defesa dos Direitos da Mulher de Campina Grande com a pasta comandada por Raymundo Asfora Neto, secretário municipal de Educação. A primeira reunião de alinhamento com os profissionais aconteceu na terça-feira (25), na sede do MPPB em Campina Grande, segundo o Ministério Público da Paraíba.
Como a parceria vai atuar na prática
O promotor Clístenes Holanda, titular da Promotoria da Mulher, explicou que a estratégia é um “trabalho psicoeducativo”. Os psicólogos da Secretaria de Educação mantêm contato frequente com pais e responsáveis dos estudantes. Esse canal, na avaliação do MPPB, pode ser usado para orientar e prevenir casos de violência psicológica, moral, física e financeira contra mulheres.
A parceria não prevê, até o momento, ações diretas com alunos ou campanhas nas escolas. O foco inicial é capacitar e alinhar os psicólogos para que eles, no atendimento às famílias, identifiquem sinais de violência e saibam como encaminhar os casos para a rede de proteção.
Detalhes como quais escolas serão envolvidas, o prazo de vigência do acordo e metas concretas ainda não foram divulgados pelo MPPB ou pela Secretaria de Educação.
O que muda na prática para quem mora em Campina Grande
Para o paraibano de Campina Grande, a principal mudança é a criação de uma ponte mais direta entre o ambiente escolar e o sistema de justiça no combate à violência doméstica. Em vez de depender apenas de denúncias formais, a rede municipal de ensino passa a ser uma ferramenta ativa de identificação e prevenção.
A iniciativa ocorre dentro da campanha Agosto Lilás, mês dedicado ao enfrentamento à violência contra a mulher em nível nacional. A expectativa do MPPB é que o contato dos psicólogos com as famílias ajude a reduzir agressões que muitas vezes ficam ocultas. O que ainda falta saber é o cronograma de expansão e como a Prefeitura vai garantir a estrutura necessária para o trabalho.




