O empresário Flávio Amaral, que seria o primeiro suplente de Marcelo Queiroga (PL) na disputa ao Senado pela Paraíba, protocolou renúncia irrevogável no Tribunal Regional Eleitoral no dia 7 de agosto. O candidato Queiroga afirmou que a desistência se deu por questões pessoais. A mudança ocorre enquanto o PL tenta se firmar no estado, e a composição da chapa ao Senado é estratégica para a legenda.

Com a saída, quem assume a primeira suplência é Emir Candeia, ex-secretário de Ciência e Tecnologia de Campina Grande. A legislação eleitoral permite a substituição de suplentes em caso de renúncia, desde que respeitado o prazo de até 20 dias antes do pleito, conforme a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97).

Possíveis razões por trás da saída

A justificativa oficial de “questões pessoais” não elimina a leitura política do movimento. Flávio Amaral é empresário e não tinha mandato ou exposição pública relevante. Sua substituição por Emir Candeia, que ocupou cargo de secretário municipal em Campina Grande, sugere uma tentativa de fortalecer a chapa com um nome ligado à gestão pública e ao interior do estado. O PL, partido de Queiroga, tem investido na capilaridade no interior paraibano, e a escolha de Candeia pode ser uma peça nessa estratégia.

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Outra hipótese é que a desistência tenha sido uma decisão negociada para acomodar interesses de aliados políticos. A chapa de Queiroga já conta com a segunda suplente Carol Morais, esposa do senador Efraim Morais (PL). A entrada de Candeia equilibra a representação: enquanto Carol Morais é ligada ao grupo de Efraim, Candeia traz um perfil técnico e vinculado à administração municipal de Campina Grande, cidade estratégica para a disputa.

Impacto na chapa e no cenário eleitoral

A troca de suplente não altera a candidatura de Marcelo Queiroga, mas pode influenciar a percepção do eleitorado. Emir Candeia tem experiência na gestão pública e pode ser usado na campanha como um nome que conhece as demandas do interior. No entanto, não há dados de pesquisa que indiquem se isso representa ganho ou perda de votos. O que se sabe é que a chapa agora tem um suplente com perfil de gestor, o que pode ser explorado nos discursos de campanha.

As eleições ao Senado na Paraíba têm como pano de fundo a disputa entre o grupo do ex-governador João Azevêdo (PSB) e o governador Lucas Ribeiro (PP). O PL, partido de Queiroga e de Efraim Morais, busca se consolidar como terceira via. A composição da chapa, incluindo os suplentes, mostra os arranjos internos da legenda e sua capacidade de atrair quadros de diferentes regiões.

O que a troca de suplente revela sobre os planos do PL na Paraíba

A desistência de Flávio Amaral e a entrada de Emir Candeia mostram que a definição dos suplentes não é mero detalhe burocrático. Ela reflete negociações de bastidores e a estratégia de fortalecimento do PL no interior. A substituição foi feita dentro do prazo legal e não compromete o registro da candidatura. Ainda não se sabe se essa mudança trará vantagem eleitoral concreta ou ruídos internos no partido, especialmente entre grupos que esperavam mais influência na escolha.

A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta de Flávio Amaral, mas não conseguiu entrar em contato.

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