A campanha ao Governo da Paraíba em 2026 ganhou um novo capítulo com a realização dos dois primeiros debates entre os candidatos. O confronto de ideias e a performance de cada um já movimentam as conversas nos bastidores políticos e entre eleitores que acompanham de perto a sucessão estadual. O que está em jogo é a capacidade de cada postulante de se comunicar com o eleitorado e de se posicionar em uma disputa acirrada.
Os encontros, promovidos por veículos de comunicação locais, colocaram frente a frente o governador Lucas Ribeiro (PP), o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) e o senador Efraim Filho (PL). Para o leitor paraibano, o desempenho nesses primeiros debates serve como um termômetro da preparação e da estratégia de cada candidato para convencer o eleitor até outubro.
Estratégias em cena: quem disse o quê
Cada candidato adotou uma linha de comunicação distinta nos debates. Lucas Ribeiro, na condição de governador e candidato à reeleição, focou em defender o balanço da gestão e apresentar propostas de continuidade. Sua estratégia foi a de se apresentar como o nome da situação. A meta é associar seu nome às realizações do governo.
Cícero Lucena, também do PP e ex-prefeito de João Pessoa, buscou se diferenciar ao mesmo tempo que evita um confronto direto com o aliado. Sua abordagem combinou a apresentação de sua experiência administrativa com críticas pontuais a áreas que considera carentes de atenção, sem, no entanto, romper com a base governista. Já Efraim Filho, senador pelo PL, assumiu o papel de oposição. Sua estratégia foi a de atacar as fragilidades da gestão estadual. Cobrou transparência e resultados em áreas como segurança pública e saúde e se posicionou como a alternativa de mudança.
A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) estabelece as regras para a realização desses debates, assegurando a participação dos candidatos e a distribuição equilibrada do tempo de fala, conforme fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O cumprimento dessas regras garante a igualdade de oportunidades durante os confrontos.
O peso do debate na percepção do eleitor
O desempenho nos debates pode influenciar diretamente a percepção do eleitorado e a dinâmica da campanha. Para Lucas Ribeiro, o desafio é converter a exposição positiva em vantagem numérica e consolidar o eleitorado que já o apoia. Para Cícero Lucena, o debate é uma vitrine para reforçar seu nome entre os eleitores que ainda não definiram o voto, especialmente diante da polarização entre situação e oposição.
Para Efraim Filho, o confronto direto é a principal ferramenta para crescer e se consolidar como a voz da oposição e capitalizar o descontentamento de parte do eleitorado. Pesquisas de opinião pública realizadas após os debates, como as que podem ser feitas por institutos como Datafolha ou Ipec, costumam capturar esses movimentos. Esses números indicam mudanças na intenção de voto e na avaliação dos candidatos e orientam os ajustes de rota das campanhas.
Onde a discussão continua e o que pode decidir
A campanha está apenas começando, e novos debates já estão previstos para as próximas semanas. Esses novos encontros serão cruciais para testar a consistência das estratégias adotadas e para observar como cada candidato reage sob pressão. A capacidade de Lucas Ribeiro de sustentar a defesa de sua gestão, a habilidade de Cícero Lucena em equilibrar aliança e crítica, e a agressividade de Efraim Filho em pautar a oposição serão testadas novamente.
O que pode decidir o rumo da disputa é a capacidade de cada um de transformar o bom desempenho nos debates em votos nas urnas. A discussão continua nos palanques, nas ruas e na mídia, e o eleitor paraibano observa atento a cada movimento, aguardando propostas concretas e um debate de ideias que aponte o melhor caminho para o estado.




