Mais de 11 mil candidatos no Brasil tiveram o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. O número inclui titulares e suplentes que disputariam cargos nas eleições de outubro. Os dados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram atualizados até o sábado (19).
Do total de 11.010 candidaturas indeferidas de titulares, mais de 800 ainda estão dentro do prazo para recurso. Há ainda 74 suplentes na mesma situação. Os números são da base do TSE, segundo o portal MaisPB.
O eleitor paraibano pode consultar a situação de cada candidatura diretamente no site do TSE, na página de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais. Basta informar o nome do candidato ou o número da campanha. A ferramenta mostra se o registro foi deferido, indeferido ou se há recurso pendente.
Partidos com mais candidaturas indeferidas
O DC (Democracia Cristã) lidera a lista, com 175 registros indeferidos. Na sequência aparecem o Democrata (157) e o Agir (142). Os dados consideram titulares e suplentes.
Entre os candidatos com indeferimento está Dinho Dowsley, que disputa uma vaga de vereador em João Pessoa. O Ministério Público Federal defende no TSE a manutenção do veto à candidatura dele. A defesa de Dowsley já recorreu ao tribunal.
Como acompanhar os julgamentos dos recursos
Os candidatos que tiveram o registro indeferido podem recorrer ao TSE. O coordenador do TRE-PB informou, no dia 18 de setembro, que candidatos com recursos pendentes poderão ter o nome na urna até decisão final. O sistema do TSE exibe o andamento de cada processo.
O eleitor pode acessar o portal do TSE (www.tse.jus.br), clicar em “Processos” e buscar pelo número do processo ou pelo nome do candidato. Também é possível acompanhar as sessões de julgamento pelo canal do tribunal no YouTube.
O que está em jogo e em nome de quem
A decisão final sobre cada candidatura cabe ao TSE. Mais de 800 registros ainda podem ser revertidos. O resultado impacta diretamente o eleitor paraibano, que precisa saber se o candidato em que votou poderá assumir o cargo. A transparência dos julgamentos e o acesso à informação são ferramentas de cidadania ativa.




