O Governo da Paraíba e a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) assinaram um protocolo de intenções para mapear o potencial bioenergético do estado. O documento foi firmado no auditório da FIEPB, em Campina Grande, pelo secretário de Planejamento, Gilmar Martins, e pelo presidente da federação, Cassiano Pereira.
A iniciativa prevê a elaboração de um estudo que deve orientar a indústria e o poder público sobre as oportunidades da transição energética, segundo o ClickPB. Para o leitor paraibano, o assunto interessa porque o resultado desse estudo pode definir quais setores vão receber investimentos e gerar empregos nos próximos anos.
O que o estudo pode mudar na matriz energética da Paraíba
A matriz energética da Paraíba hoje é concentrada em fontes como a eólica e a solar, que já têm parques instalados no estado. O estudo de potencialidades bioenergéticas pretende identificar se há viabilidade para expandir o uso de biomassa, biocombustíveis e outras fontes renováveis de origem orgânica.
Se o diagnóstico apontar viabilidade, a Paraíba pode diversificar sua geração de energia. Isso reduziria a dependência de fontes intermitentes (que dependem de vento e sol) e criaria uma nova cadeia produtiva. Isso significaria, na prática, novas plantas industriais e demanda por mão de obra qualificada. O protocolo estabelece que o estudo deve ser concluído em 12 meses, com metas de mapeamento de biomassa, esses detalhes ainda não foram divulgados.
O alinhamento com as metas nacionais de transição energética
O governo federal tem incentivado projetos de hidrogênio de baixo carbono e a descarbonização da indústria como parte dos compromissos climáticos do país. O protocolo paraibano se insere nesse contexto ao buscar fontes renováveis que possam alimentar tanto a matriz elétrica quanto a produção de combustíveis limpos.
A aposta em bioenergia coloca a Paraíba na rota dos estados nordestinos que disputam investimentos em hidrogênio verde e biocombustíveis. A diferença é que, enquanto Pernambuco e Ceará já anunciaram projetos com prazos e parcerias privadas definidas, a Paraíba ainda está na fase de diagnóstico. O estudo promete dar ao governo e à indústria local dados para competir por esses recursos.
O que está em jogo para a indústria e o emprego na Paraíba
A transição energética é um dos poucos setores com perspectiva de crescimento expressivo de investimentos nos próximos anos. Para a indústria paraibana, entrar nesse mercado significa acesso a linhas de crédito verdes, incentivos fiscais e novos compradores para a produção local.
O protocolo não garante nada disso sozinho. Ele é o primeiro passo de um processo que ainda depende de recursos, de vontade política e de articulação com as universidades que devem participar da pesquisa. O que está em jogo é se a Paraíba conseguirá transformar o estudo em projetos concretos antes que outros estados do Nordeste avancem com suas próprias iniciativas.




