A Guarda Civil Municipal de Alagoa Grande tem coletes à prova de balas e outros equipamentos de segurança para trabalhar? Essa é a pergunta que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) tenta responder com uma investigação aberta neste mês.
O MPPB recebeu uma denúncia anônima apontando falhas no fornecimento de itens básicos de proteção aos agentes. Entre os equipamentos cobrados estão coletes balísticos, materiais para dispersão de multidões e dispositivos de imobilização que não usam armas de fogo. A Prefeitura de Alagoa Grande foi notificada, mas não apresentou resposta no prazo, mas o MPPB considerou que os documentos enviados não esclareceram todos os pontos levantados. Com isso, a apuração foi ampliada.
O procedimento do Ministério Público é verificar se a estrutura oferecida aos guardas municipais está de acordo com as regras previstas para esse tipo de corporação. A investigação ainda não concluiu se houve irregularidade, o objetivo, neste momento, é coletar informações para decidir se alguma medida será adotada. O MPPB aguarda novos esclarecimentos da prefeitura.
O que falta para a Guarda Civil de Alagoa Grande
Para o leitor da Paraíba, o caso mostra como funciona o controle externo sobre as guardas municipais. O MPPB pode, ao final da apuração, emitir recomendações, estipular prazos para adequação ou até acionar a Justiça se constatar omissão. Enquanto isso, os agentes de Alagoa Grande seguem sem a certeza de que estão protegidos durante o serviço. A população da cidade deve acompanhar os próximos passos, a transparência desse processo é o que garante que o dinheiro público seja usado para equipar quem trabalha na segurança local.
A reportagem procurou a Prefeitura de Alagoa Grande para comentar a investigação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.




