O número de denúncias de irregularidades eleitorais registradas no aplicativo Pardal na Paraíba subiu para 120, espalhadas por 28 municípios desde o início da campanha. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (29). Para o eleitor que usa a ferramenta, a dúvida principal é: o que acontece depois de apertar “enviar”?

O Pardal é um canal oficial da Justiça Eleitoral que permite ao cidadão reportar suspeitas de propaganda irregular, compra de votos ou outros desvios. Cada denúncia é encaminhada para análise dos órgãos competentes, no caso, o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O registro, porém, não significa que a irregularidade foi comprovada: a apuração pode levar à abertura de processo, arquivamento ou aplicação de multa.

Quais irregularidades lideram as queixas

Entre os tipos de suposta irregularidade, a mais frequente é a propaganda na internet, com 50 denúncias. Na sequência vêm problemas em vias públicas (18), uso de carro de som (16), adesivos em automóveis (15), propaganda na internet (13) e outdoors (12). Também há registros de bens particulares, alto-falantes, comícios e material gráfico.

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O cargo mais denunciado é o de vereador, com 66 queixas. Depois aparecem disputas pela prefeitura (51) e partidos ou coligações (3), Senado (6) e Presidência da República (3).

Campina Grande lidera; veja a lista

João Pessoa concentra 35 denúncias, seguida por Campina Grande (30), Serra Branca (11), Santa Rita (7) e Patos (5). Bayeux tem três; Arara, Cabedelo, Ingá, Puxinanã, Santa Helena e São Bento têm duas cada. Outros 16 municípios aparecem com uma denúncia.

O que muda na prática para o eleitor paraibano

O Pardal segue disponível durante todo o período eleitoral e pode ser usado por qualquer cidadão. O registro de uma queixa não garante punição imediata, mas alimenta o sistema de fiscalização. Até o momento, não há dados públicos sobre quantas denúncias foram convertidas em multa ou processo na Paraíba, a transparência desse desfecho ainda é uma lacuna. Para quem denuncia, o aplicativo continua sendo a principal ponte entre o eleitor e a Justiça Eleitoral.

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