Subiu para 120 o número de denúncias de supostas irregularidades eleitorais registradas no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, na Paraíba até esta sexta-feira (29). O que acontece com cada registro depois que o eleitor aperta “enviar”?

O volume não significa que as irregularidades foram comprovadas. Cada denúncia passa por análise da Justiça Eleitoral, e o registro, por si só, não gera punição automática.

O que o Pardal faz com cada denúncia

O Pardal é um canal da Justiça Eleitoral para o eleitor comunicar possíveis irregularidades durante o período de campanha. As denúncias recebidas passam por análise dos órgãos competentes. Ou seja, o registro é o ponto de partida de uma apuração, não uma sentença.

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Os registros foram feitos por eleitores em 28 municípios paraibanos desde o início da campanha. O cargo mais denunciado é o de vereador, com 36 registros. Em seguida aparecem denúncias relacionadas à disputa pela prefeitura, com 32 ocorrências. Partidos, coligações e federações somam 24 registros; candidatos a prefeito aparecem com 19, vice-prefeito com 6 e partido ou coligação com 3.

De onde vêm as 120 denúncias na Paraíba

Entre os tipos de irregularidade, a mais frequente é a confecção, utilização ou distribuição de brindes, com 20 denúncias. Depois vêm irregularidades em vias públicas (18), uso de carro de som, mini-trio ou trio elétrico (16), adesivos em automóveis (15), propaganda na internet (13) e outdoors (12). A lista inclui ainda bens particulares (9), alto-falantes (7), comícios e showmícios (3), bens públicos (3), material gráfico (1) e três casos não informados.

Campina Grande lidera os municípios, com 35 denúncias. João Pessoa tem 30, Serra Branca 11, Santa Rita 7 e Patos 5. Bayeux aparece com 3. Com 2 registros cada estão Arara, Cabedelo, Ingá, Puxinanã, Santa Helena e São Bento. Outros 16 municípios têm uma denúncia cada: Algodão de Jandaíra, Alhandra, Bananeiras, Conde, Cuité, Jacaraú, Lucena, Mamanguape, Monteiro, Paulista, Pirpirituba, Remígio, Santa Luzia, São José do Brejo do Cruz, Sertãozinho e Solânea.

As informações divulgadas não trazem o percentual de denúncias já analisadas nem nomes de candidatos ou partidos citados. O passo a passo do envio pelo aplicativo também não consta delas.

O que falta para as 120 denúncias virarem punição na Paraíba

O eleitor paraibano que usou o Pardal levou o fato ao conhecimento da Justiça Eleitoral. O desfecho não é imediato. Como o registro não é prova, cada denúncia depende da análise dos órgãos competentes para virar sanção ou ser arquivada.

Enquanto essa análise não é concluída, o número de 120 segue como um termômetro do que os eleitores relatam, não como lista de irregularidades confirmadas.

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