O vice-governador Lucas Ribeiro (PP) anunciou nesta quarta-feira (12) a escolha de Rafaela Camaraense (PDT) para a coordenação-geral de sua campanha à prefeitura de Campina Grande. A nomeação de uma figura jovem, com origem no Curimataú paraibano e filiada ao PDT, sinaliza uma aposta em renovação e no fortalecimento de alianças com um partido que até agora não tinha um nome próprio na cúpula da campanha.
Rafaela tem passagem pelo Legislativo e pelo Executivo estadual: foi deputada estadual, vereadora de Cuité e secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, além de ter comandado a Secretaria Executiva de Juventude. A escolha coloca uma mulher no comando da estrutura de campanha, algo que Lucas destacou como necessário para “construir uma sociedade melhor”. Ela mesma definiu a missão como “de tamanha responsabilidade” e alinhada ao projeto de oposição à gestão de Bruno Cunha Lima (União).
O sinal para o PDT e o Curimataú
Rafaela é do PDT, partido que integra a base de Lucas, mas que não ocupava um posto central na coordenação da campanha. Ao dar a ela o cargo mais alto da estrutura, o governador reforça a ponte com a legenda e com a região do Curimataú, berço político dela. O movimento pode ser lido como um esforço para consolidar o apoio do PDT e de lideranças locais que ainda não estavam plenamente engajadas na pré-campanha.
Não há, porém, detalhes públicos sobre como a coordenação será dividida com outras forças da coligação, como o PP (partido do próprio Lucas) e o PSB (do ex-governador João Azevêdo). A hierarquia interna da campanha e o peso de cada sigla na tomada de decisões seguem em aberto.
Como a escolha se compara com os adversários
Não há informações disponíveis sobre as estruturas de campanha dos principais adversários de Lucas na disputa à Prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), candidato à reeleição, e Jhony Bezerra (PSB), candidato a prefeito, para uma comparação direta. A nomeação de Rafaela, no entanto, contrasta com o perfil mais experiente e masculino que marcou as coordenações de campanhas anteriores no estado. A aposta em uma mulher jovem e do PDT é um diferencial na comunicação da campanha de Lucas, mas seus efeitos práticos na organização da disputa ainda dependem da execução.
O teste que a coordenação de Rafaela impõe a Lucas
A escolha de Rafaela coloca em jogo a capacidade de Lucas de equilibrar as forças internas da coligação sem desagradar aliados mais tradicionais. Se ela conseguir articular o PDT e o Curimataú sem atritos com PP e PSB, o movimento fortalece a campanha. Se houver ruído, a coordenação pode virar alvo de críticas internas. O desempenho dela nos próximos meses dirá se a aposta em renovação se traduz em votos ou em desgaste político.




