O que a primeira pesquisa Quaest sobre a disputa ao Senado pela Paraíba realmente diz? Além dos percentuais de cada candidato, os números indicam uma disputa ainda aberta, com vantagem consolidada para dois nomes, mas com uma fatia grande de eleitores que ainda não decidiram ou que podem mudar o resultado.

Divulgada nesta terça-feira (25), a pesquisa mostra o governador João Azevêdo (PSB) com 27% das intenções de voto e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) com 17%. Como estão em jogo duas vagas no Senado, cada entrevistado pôde escolher dois nomes. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso significa que, dentro dessa margem, há empate técnico entre candidatos com diferença inferior a seis pontos.

Os números e o que eles significam na prática

A pesquisa entrevistou 804 eleitores paraibanos com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PB-07850/2026 e BR-00699/2026.

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Na pesquisa estimulada, quando o entrevistador apresenta uma lista de candidatos, os resultados são: Nabor Wanderley (Republicanos) com 10%, Marcelo Queiroga (PL) com 7%, Major Fábio (Novo) com 6%, André Gadelha (MDB) com 2%, João Batista (UP) e Adriano Trajano (PCO) com 1% cada. Rosilene Santana (UP) e Rinaldo Júnior (DC) não alcançaram 1%. Pela margem de erro, Nabor, Queiroga e Major Fábio estão tecnicamente empatados.

Do total de entrevistados, 15% disseram estar indecisos, enquanto 17% afirmaram que vão votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Esse bloco de 32% do eleitorado ainda não está comprometido com nenhum candidato e pode definir a disputa pelas duas cadeiras.

O que a pesquisa espontânea revela

Sem a lista de candidatos, a maioria dos eleitores não lembra ou não sabe em quem votar. Na pesquisa espontânea, 75% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome para o Senado. João Azevêdo foi o mais lembrado, com 8% das menções, seguido por Veneziano (5%), Nabor (3%), Queiroga (1%) e André Gadelha (1%). Outros 4% disseram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.

A diferença entre o desempenho espontâneo e o estimulado mostra que o conhecimento público dos candidatos ainda é baixo, com exceção de João Azevêdo e Veneziano, que têm maior reconhecimento. Isso abre espaço para que a campanha eleitoral, especialmente o tempo de TV e os debates, mude as intenções de voto nas próximas semanas.

O que a largada da corrida ao Senado já mostra

Para o eleitor paraibano, a disputa ainda está em formação. A vantagem de João Azevêdo e Veneziano é clara na largada, mas a alta taxa de indecisão (15%) e o desconhecimento de 75% dos eleitores indicam que a disputa está longe de definida. A campanha oficial, que começa em breve, será decisiva para transformar esses números em votos e para definir quem ocupará as duas vagas no Senado em 2026.

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