A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (22), colocou o governador Lucas Ribeiro (PP) com 49% das intenções de voto na disputa pelo Governo do Estado. Efraim Filho (PL) apareceu com 16%, e Cícero Lucena (MDB) com 15%. Os números, registrados no TSE sob os protocolos PB-01325/2026 e BR-09990/2026, foram coletados entre 18 e 21 de setembro com 804 eleitores e margem de erro de 3 pontos percentuais, segundo o instituto Quaest.
A vantagem de Lucas é real, mas não é líquida. Com 49% e margem de 3 pontos para cima ou para baixo, ele pode ter entre 46% e 52%. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de maioria absoluta dos votos válidos, o que, na prática, exige ao menos 50% mais um voto, descontados brancos, nulos e indecisos. Os 7% de eleitores que declararam voto nulo ou branco e os 12% que seguem indecisos tiram do governador a certeza de que os 49% brutos se traduzem em vitória direta.
A disputa pelo segundo lugar continua indefinida. Efraim e Cícero estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Em agosto, Cícero tinha 19% e Efraim 18%; agora, o ex-prefeito de João Pessoa caiu para 15% e o senador foi a 16%. A queda de Cícero coincide com o avanço de Lucas, que subiu de 38% para 49% no mesmo período. Os indecisos, que seguem em 12% desde agosto, e os 7% de nulos/brancos somam 19% do eleitorado, volume suficiente para definir uma segunda rodada, caso migrem majoritariamente para um dos dois adversários.
Se nenhum dos dois oposicionistas desistir, o mais provável é o segundo turno. Para que Lucas vencesse já no primeiro turno, precisaria que praticamente todos os indecisos e nulos anulassem o voto ou fossem para ele, hipótese improvável. Do lado da oposição, a transferência de votos entre Efraim e Cícero é o fator que pode mudar o jogo. Se um deles perder força até outubro, o outro pode herdar parte dos seus eleitores e criar uma frente mais competitiva contra o governador.
Lucas precisa converter a liderança em vitória no primeiro turno. Para isso, ele precisa que o eleitorado indeciso e os que hoje rejeitam os dois candidatos da oposição continuem dispersos. Do lado de Efraim e Cícero, a decisão é saber se vale a pena manter a candidatura até o fim ou se um eventual apoio tático a um dos dois poderia forçar a segunda rodada. Com 49% brutos e 12% de indecisos, o primeiro turno ainda não está definido.




