O deputado estadual Júnior Araújo (PP) reagiu nesta quinta-feira (13) à decisão do PDT de romper com a base aliada do governo João Azevêdo (PSB). O parlamentar usou as redes sociais para atacar o presidente estadual da legenda, Marcos Ribeiro (Marcos Holanda), e classificou a saída do partido como algo que “não vai fazer falta”.

A pergunta que o leitor paraibano faz diante desse bate-boca é: o que, de fato, aconteceu para o deputado reagir com tanta dureza? A resposta está no rompimento formal do PDT com o governo estadual, que já vinha sendo especulado havia dias e se concretizou nesta semana.

Júnior Araújo publicou que Marcos Ribeiro “se acostumou a fazer negócios e barganha política com o CNPJ do PDT na PB”. Na avaliação do deputado, o partido “já vai tarde” e não fará falta na base aliada, segundo a reportagem do portal Polêmica Paraíba.

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O mecanismo do rompimento: como funciona a briga partidária

Na prática, o que está em jogo é a aliança formal entre partidos que sustentam o governo Lucas Ribeiro na Assembleia Legislativa e nas urnas. Quando uma legenda decide romper, ela deixa de integrar o bloco governista, o que significa que seus deputados podem votar contra projetos do Executivo e, em ano eleitoral, a sigla pode lançar candidatura própria ou apoiar um adversário.

O PDT era parte da base do governo. A saída foi anunciada pelo diretório estadual, comandado por Marcos Ribeiro. A reação de Júnior Araújo, que é do PP (partido do vice-governador), mostra a tensão do momento: o deputado não só criticou a decisão como questionou a conduta do presidente do PDT, e disse que a legenda agia por interesse pessoal e não político.

Como a briga chegou ao radar do paraibano

A disputa interessa ao eleitor da Paraíba porque mexe diretamente na correlação de forças da política local. Em ano de eleição municipal (2024), o governo João Azevêdo tenta manter a maior base possível para garantir governabilidade e votos. A perda do PDT reduz o leque de aliados e pode fortalecer a oposição.

Júnior Araújo, ao minimizar a saída, tenta passar a mensagem de que o governo não será afetado. Mas o episódio escancara que nem todos os partidos estão confortáveis na atual configuração.

O que muda na prática para quem vive na Paraíba

Para o cidadão comum, o efeito imediato é nenhum. Nenhum serviço público ou obra para. O impacto é político e eleitoral: a partir de agora, o PDT pode se posicionar contra projetos do governo na Assembleia e caminhar com candidato próprio ou de outro palanque nas eleições de 2026.

A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta de Marcos Ribeiro (PDT), mas não conseguiu entrar em contato.

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