Moradores de João Pessoa, Campina Grande e cidades do interior que dependem dos serviços dos Correios são os diretamente afetados pela manutenção da greve da categoria, decidida em assembleia na noite desta segunda-feira (21). A paralisação, que começou no dia 11 de setembro, segue ativa e só deve ter um desfecho a partir do julgamento de dissídio marcado para quinta-feira (24).
A decisão foi confirmada pela direção do Sintect-PB, segundo o g1. Enquanto a Justiça não decide, o usuário paraibano que precisa de serviços como entrega de medicamentos e documentos fica sem prazo para receber ou enviar itens essenciais.
Onde o paraibano pode cobrar uma solução
Antes do julgamento de quinta-feira (24), não há registro de audiência pública ou reunião aberta marcada com a comunidade. Os canais de participação disponíveis são o contato direto com o Sintect-PB e a ouvidoria dos Correios.
O presidente do Sintect-PB, Tony Sérgio, informou que durante a paralisação apenas os serviços internos administrativos estão funcionando. Ou seja, agências fechadas e entregas paradas afetam diretamente quem depende do envio de documentos e medicamentos no interior do estado.
O que está em jogo na quinta-feira
O julgamento de dissídio vai decidir se a greve continua ou se os trabalhadores retomam as atividades. As reivindicações incluem recomposição salarial diante das perdas inflacionárias, manutenção de benefícios, melhorias na assistência à saúde e oposição ao desmonte e à reestruturação da empresa.
A decisão judicial afeta os trabalhadores e o paraibano que depende do serviço. Quem quiser pressionar por um acordo pode procurar o sindicato para manifestar apoio à pauta ou registrar reclamação na ouvidoria dos Correios sobre o impacto da paralisação.
Processo no TRT julga greve dos Correios na PB
O julgamento de quinta-feira define o futuro da greve, mas não resolve de imediato o passivo de serviços parados desde 11 de setembro. A decisão será tomada em nome dos trabalhadores e da população que depende dos Correios, e cabe ao usuário cobrar que os dois lados apresentem uma solução que não deixe o interior do estado sem atendimento. A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta do Sintect-PB sobre canais de participação popular, mas não conseguiu entrar em contato.




