Uma operação do Gaeco e da Polícia Civil da Paraíba cumpre mandados nesta terça-feira (22) contra uma facção que expulsou mais de 250 famílias de casa em Bayeux. Entre os alvos está a secretária de Planejamento do município, Adrielly dos Santos. A investigação apura se ela usava o cargo para beneficiar pessoas ligadas ao grupo criminoso, segundo o Jornal da Paraíba.

Para o morador de Bayeux, o caso levanta perguntas práticas: o que significa cada crime citado na operação e como saber se fui vítima ou estou sob risco. Abaixo, os termos jurídicos explicados em linguagem simples e os canais oficiais para denunciar.

O que é esbulho possessório e por que a expulsão de 250 famílias se enquadra nele

Esbulho possessório é a tomada ilegal da posse de um imóvel por meio de violência, ameaça ou fraude. No caso apurado, a facção expulsou as famílias sob ameaças e violência armada, passou a ocupar os imóveis e vendeu ou saqueou os bens deixados dentro das casas. A investigação aponta que o grupo agia de forma estruturada: primeiro expulsava os moradores, depois tomava a posse e lucrava com o que era abandonado.

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O que a Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026) muda na prática

A Lei das Organizações Criminosas define o crime de constituir organização criminosa. Ele enquadra organizações criminosas que impõem controle territorial, praticam roubos e agiotagem de forma sistemática, como é o caso da facção investigada em Bayeux. Antes da lei, esses crimes eram punidos separadamente; agora, a atuação estruturada do grupo é tratada como um crime autônomo, com penas mais duras e possibilidade de medidas como a quebra de sigilo bancário e a prisão preventiva com mais facilidade.

Como funciona a lavagem de dinheiro via PIX e por que é difícil de rastrear

A lavagem de dinheiro via PIX ocorre quando o criminoso recebe valores de atividades ilegais (como venda de imóveis tomados ou agiotagem) e os movimenta em pequenas quantias entre contas de terceiros, o que dificulta o rastreamento. Como o PIX é instantâneo e não exige justificativa de origem em transações de baixo valor, o dinheiro sujo se mistura com o lícito rapidamente. A investigação apura se a facção usava esse método para esconder o lucro obtido com a expulsão das famílias.

Canais oficiais para vítimas de Bayeux denunciarem ou pedirem ajuda

Moradores que foram expulsos ou estão sob ameaça podem procurar os seguintes canais:

  • Delegacia de Polícia Civil de Bayeux, registro de ocorrência presencial.
  • GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MPPB, atende denúncias sobre facções.
  • Ministério Público da Paraíba (MPPB), canal de denúncia online e presencial, ativo para esse tipo de demanda no estado.

O que muda na prática para o morador de Bayeux

A operação não garante a devolução imediata dos imóveis, mas é o primeiro passo para desmantelar o braço financeiro da facção. A investigação aponta que a secretária Ivoneide de Araújo pode ter usado o cargo para beneficiar o grupo, o que, se confirmado, abre caminho para ações de reparação às vítimas. Enquanto o processo corre, o morador que se sentir ameaçado deve registrar a denúncia nos canais oficiais o mais rápido possível.

A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta de Adrielly dos Santos, mas não conseguiu entrar em contato.

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