A FIEPB e o Ministério Público da Paraíba discutiram a criação de três casas-polo para atender crianças, adolescentes e cuidadores vítimas de violência em João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras. O projeto ainda não tem prazo, local ou orçamento definidos. Enquanto isso não sai do papel, você pode agir agora: existem canais gratuitos e locais de acolhimento funcionando hoje.

Não espere a estrutura nova ficar pronta. Ligue, denuncie ou vá até um centro de referência. O atendimento psicológico, social e jurídico está disponível sem custo.

Canais de denúncia disponíveis 24 horas

Três números nacionais funcionam todos os dias, sem parar:

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– Disque 100, Direitos Humanos. Registra denúncias de violência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos e outros grupos vulneráveis. O sigilo é garantido.
– Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher. Orienta e acolhe mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
– Disque-Denúncia 197, Canal da Secretaria de Segurança da Paraíba. Atende casos de violência em todo o estado.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) tem uma ouvidoria online para receber denúncias de violência doméstica. O endereço é mppb.mp.br/denuncias, segundo o próprio MPPB.

Onde buscar atendimento presencial na Paraíba

Em João Pessoa, a Casa da Mulher Brasileira funciona na Rua Professor Tarcísio de Miranda Burity, s/n, Trincheiras. O local reúne serviços de acolhimento, apoio psicológico, orientação jurídica e encaminhamento para a rede de proteção, de acordo com o Governo da Paraíba.

Em Campina Grande, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) faz o primeiro atendimento e encaminha para os serviços de assistência social e psicológica.

Em Cajazeiras, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atende vítimas de violência. O endereço é Rua Epifânio Sobreira, 290, Centro, conforme informou a Prefeitura de Cajazeiras. Lá, a vítima recebe acompanhamento psicológico e social.

Como solicitar atendimento psicológico, jurídico e social

O passo a passo é simples e não exige burocracia:

1. Registre a ocorrência. Vá até a delegacia mais próxima ou ligue para um dos canais de denúncia. O boletim de ocorrência é o primeiro documento para acessar os serviços.
2. Procure o local de acolhimento. Em João Pessoa, vá direto à Casa da Mulher Brasileira. Em Campina Grande, a DEAM faz o encaminhamento. Em Cajazeiras, o CREAS atende sem necessidade de agendamento.
3. Peça atendimento. Informe que você precisa de apoio psicológico, jurídico ou social. Todos os serviços são gratuitos.
4. Acompanhamento familiar. O projeto das casas-polo prevê atendimento também para os cuidadores, mas hoje a rede de proteção já oferece esse suporte nos centros de referência. Basta solicitar.

Não há necessidade de documentos específicos além do RG e do boletim de ocorrência. Se a vítima não tiver o boletim, ainda assim pode ser atendida e orientada a registrá-lo depois.

O erro que pode atrasar sua ajuda e como evitá-lo

O erro mais comum é achar que só existe acolhimento depois que o projeto das três casas-polo for inaugurado. Isso não é verdade. A rede de proteção já funciona hoje. Outro erro é desistir se o primeiro atendimento não resolver. Se o serviço negar ou demorar, ligue imediatamente para o Disque 100 ou Ligue 180 e registre a queixa. O MPPB também pode ser acionado pela ouvidoria online.

A vítima não precisa esperar. O caminho está aberto.

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