Nesta sexta-feira (21 de agosto), a disputa pelas duas vagas do Senado na Paraíba em 2026 foi destaque nacional. O que está por trás? O apoio do presidente Lula à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e as alianças cruzadas que embaralham os palanques.
Na Paraíba, diversos nomes se articulam para a corrida ao Senado. Cada eleitor poderá escolher dois nomes, e os dois mais votados serão eleitos no dia 4 de outubro de 2026. O modelo abre espaço para composições diferentes entre partidos, o que torna o chamado segundo voto uma peça estratégica.
As alianças em jogo
No campo governista, o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), são apoiados pela aliança que sustenta a candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP). No entanto, o PT decidiu apoiar João Azevêdo e Veneziano. Nabor ficou de fora da dobradinha petista. Os acordos para o Senado não seguem a mesma composição da chapa majoritária.
Veneziano busca o segundo mandato consecutivo no Senado e conta com o apoio declarado de Lula. João Azevêdo aposta na força política que construiu como governador. Nabor tem a estrutura do Republicanos e a projeção nacional do filho, Hugo Motta, deputado federal e líder do Republicanos.
Na oposição, o campo bolsonarista é representado por Marcelo Queiroga, que integra o grupo do senador Efraim Filho (União), articulador da oposição. Também concorre Major Fábio, pelo Novo.
O que o segundo voto representa na eleição paraibana
Com duas vagas e dois votos, o cenário de alianças cruzadas exige atenção redobrada do eleitor. O apoio de Lula a Veneziano e a divisão no grupo governista podem influenciar a escolha do segundo voto, tornando a disputa mais imprevisível. Na prática, o paraibano terá de decidir em quem votar e como combinar os dois votos para maximizar o peso do seu voto.




