O comunicador paraibano Nilvan Ferreira (PL) foi alvo de ameaças do pré-candidato a deputado federal Jackson Villar (PSB) após denúncias feitas por Nilvan sobre obras da Transposição do Rio São Francisco. Em um vídeo, Villar afirmou que iria até a Paraíba dar uma “pisa de cipó” no comunicador, além de dizer que “vou lavar a sua boca com cloro”.

Nilvan reagiu anunciando que recorrerá à Justiça, classificando o vídeo do adversário como uma confissão de crime. “Você vai responder na justiça porque seu vídeo é uma confissão de um crime de ameaça”, declarou. O caso interessa aos paraibanos por expor o acirramento do debate político em torno de obras federais no estado e os limites da liberdade de expressão em pré-campanha.

A denúncia que gerou a reação

O vídeo publicado por Nilvan Ferreira trazia denúncias sobre irregularidades nas obras da Transposição do Rio São Francisco. Em resposta, Jackson Villar utilizou as redes sociais para fazer as ameaças direcionadas ao comunicador. “Estou indo na Paraíba atrás desse pilantra, desse traidor da pátria, eu vou dar uma pisa nesse cara para ele aprender a virar homem. Vou mostrar para ele a força de Catolé do Rocha”, afirmou Villar.

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“Não tenho medo de ameaça”, diz Nilvan

Nilvan Ferreira afirmou que não se intimida com as declarações. “Na minha vida de jornalista, tanto no rádio como na televisão, eu enfrentei ameaça de todos os tipos, de poderosos. E você vai responder na justiça porque seu vídeo é uma confissão de um crime de ameaça”, declarou o comunicador.

O peso das declarações na reta final da pré-campanha

O episódio coloca em evidência o tom que a disputa eleitoral de 2026 já começa a assumir na Paraíba. Enquanto Nilvan tenta transformar a ameaça em prova judicial, Jackson Villar terá de lidar com as consequências de um vídeo que pode custar caro não só na esfera criminal, mas também na imagem pública. Resta saber se a Justiça Eleitoral ou o Ministério Público vão entrar de ofício no caso antes mesmo de Nilvan protocolar a representação.

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