Moradores, frequentadores da Praia do Cabo Branco e integrantes de religiões de matriz africana são os diretamente atingidos pelo vandalismo contra a estátua de Iemanjá, registrado em vídeo na noite de sexta-feira. A destruição de um símbolo religioso em um dos pontos turísticos mais movimentados da capital paraibana não ficou restrita ao dano material: atingiu uma comunidade inteira e reacendeu o debate sobre intolerância religiosa na cidade.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) já abriu investigação para apurar o caso, segundo o G1. Até o momento, não há informação oficial sobre suspeitos identificados ou prisões, e o MPPB não detalhou prazos nem canais de participação popular na apuração.

Mobilização de grupos religiosos e moradores

Ainda não há confirmação pública de audiências ou reuniões formais convocadas por órgãos oficiais. O que se sabe é que o ataque, ocorrido na Praia do Cabo Branco, foi registrado em vídeo e circula nas redes sociais, o que tem gerado cobranças espontâneas de lideranças religiosas e moradores da orla por uma resposta rápida do poder público.

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O portal Alerta Paraíba publicou no domingo (20) um guia prático orientando a população sobre como denunciar vandalismo contra a estátua. A orientação é o primeiro passo para quem quer se engajar na proteção do patrimônio cultural e religioso da cidade.

Como participar da rede de proteção

Não há um canal oficial específico criado pelo MPPB para o caso; a principal forma de engajamento é registrar denúncia formal. O cidadão que presenciar novos atos de vandalismo ou tiver informações sobre o ataque pode acionar os canais oficiais de denúncia do Ministério Público da Paraíba e da Polícia Civil. O vídeo que já circula é a principal evidência disponível até agora.

A resposta que a comunidade espera do MPPB

Está em jogo a celeridade da investigação e a decisão do MPPB sobre como tratar o caso, se como crime comum ou como ato de intolerância religiosa. A comunidade de matriz africana de João Pessoa observa de perto, porque a resposta a esse ataque define o tom para a proteção de outros espaços religiosos na capital. A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta do MPPB, mas não conseguiu entrar em contato.

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