O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD), desembarca na Paraíba nesta segunda-feira (26) com uma agenda que inclui reunião com produtores de cana-de-açúcar e visitas a centros de pesquisa em João Pessoa e Campina Grande. O pano de fundo é o calendário eleitoral de 2026, a visita é a segunda de um ministro de Lula ao Estado em menos de uma semana. A pergunta que o produtor paraibano faz é: o que o governo federal pode anunciar de concreto para o setor canavieiro local?
A resposta mais imediata está na pauta da reunião das 9h na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O ministro discute com cerca de 1,6 mil associados e representantes da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida) a subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana, destinada a produtores independentes que perderam receita com eventos climáticos na safra 2023/2024 e com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida prevê recursos de até R$ 270 milhões.
O que está em jogo na visita do ministro
O horário e os locais são conhecidos: às 9h, na Asplan, em João Pessoa; às 14h, na Embrapa Algodão, em Campina Grande; e às 15h30, no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), também em Campina Grande. A programação tem caráter oficial, mas ocorre em plena campanha eleitoral. O governo federal não confirmou encontro com o governador João Azevêdo (PSB) nem com prefeitos.
As visitas técnicas aos centros de pesquisa têm peso concreto: na Embrapa Algodão, o ministro conhecerá laboratórios de biotecnologia e de fibras, além do futuro laboratório de qualidade de leite caprino, todos ligados a cadeias produtivas do Semiárido. No Insa, o foco são pesquisas de produção vegetal e animal para sistemas produtivos na região.
Cana, eleições e o que o produtor paraibano pode esperar
O que muda na prática para quem mora na Paraíba depende do passo seguinte. Se a subvenção for formalizada, os produtores independentes de cana, espalhados por mais de 30 municípios, podem receber alívio financeiro direto. O anúncio ainda não foi feito: a reunião na Asplan é o fórum onde o ministro deve sinalizar o encaminhamento da medida.
Do ponto de vista político, a presença de André de Paula é o segundo movimento do primeiro escalão de Lula na Paraíba em curto intervalo, o que reforça a atenção do governo federal ao Estado em período de pré-campanha. Para o leitor paraibano, a visita serve como termômetro de como o Palácio do Planalto trata o setor canavieiro local, uma das bases econômicas do interior, e de como isso pode se refletir nas alianças eleitorais que ainda estão sendo costuradas.




