Por que aliados do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, estão defendendo o voto em Nabor Wanderley após a aproximação do senador Veneziano Vital do Rêgo com o médico Jhony Bezerra? A resposta está no desgaste interno que a aliança entre Veneziano e Jhony provocou no grupo de Bruno.
Nos bastidores, o movimento de Veneziano de se aproximar de Jhony, principal opositor de Bruno em Campina Grande, desagradou aliados do prefeito. O incômodo cresceu nos últimos dias, e a avaliação é que a relação pode empurrar Bruno para declarar apoio a Nabor Wanderley, rival de Veneziano na disputa por uma das duas vagas ao Senado pela Paraíba.
Bruno está em uma encruzilhada. Veneziano tenta evitar que o prefeito destine seu segundo voto a Nabor. Mas, ao reforçar laços com Jhony, que disputa a Prefeitura de Campina Grande contra Bruno em 2024 e mantém oposição à gestão municipal, o senador fortalece a corrente dentro do grupo de Bruno que defende Nabor.
O cálculo dos aliados de Bruno é simples: se Veneziano está do lado do principal adversário do prefeito, não há razão para apoiar Veneziano. Nabor Wanderley surge então como o nome natural para receber o voto de Bruno e de sua base.
O que muda na prática para o eleitor paraibano
A movimentação redefine o tabuleiro eleitoral para o Senado na Paraíba. Se Bruno de fato declarar apoio a Nabor, a candidatura de Veneziano perde um dos principais redutos de votos do estado, Campina Grande. O prefeito controla a máquina municipal e tem influência sobre eleitores da região. A decisão final, no entanto, ainda não foi tomada. O grupo de Bruno aguarda os próximos passos de Veneziano e Jhony para calibrar a resposta.




