A movimentação nos bastidores da política paraibana se intensificou nos últimos dias com a ampliação das opções para a vaga de vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP). O governador mantém o suspense, mas os nomes de Adriano Galdino (Republicanos), Wilson Filho (Republicanos), Coronel Viviane e Eduardo Carneiro (PP) passaram a circular com mais força nas conversas entre lideranças partidárias.
A indefinição estratégica mantém o debate aquecido entre aliados e oposição, e a resposta sobre quem ocupará a vaga deve ficar para o período das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os nomes na disputa
Cada um dos cotados representa um peso político diferente para a chapa. Adriano Galdino e Wilson Filho são filiados ao Republicanos, partido que tem crescido nacionalmente e na Paraíba, o que pode ampliar a base de sustentação do governo. Eduardo Carneiro é do PP, mesmo partido de Lucas Ribeiro, e sua escolha manteria a chapa dentro da mesma legenda e simplificaria as negociações internas. Já Coronel Viviane é um nome que aparece nos bastidores sem filiação partidária divulgada até o momento.
A escolha de um nome do Republicanos pode fortalecer a aliança com essa sigla, mas também gerar pressão de outros partidos da base por espaços. Por outro lado, optar por Eduardo Carneiro reforça o controle do PP sobre a chapa, mas pode ser lido como fechamento a aliados. O governador, até agora, não deu sinais públicos de preferência.
O que pesa na decisão
O prazo legal para a definição é o principal fator que permite a Lucas Ribeiro manter o suspense. As convenções partidárias, que formalizam as coligações, ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Até lá, as negociações continuam nos bastidores, e o governador pode usar o tempo para avaliar o equilíbrio de forças entre os partidos aliados e o impacto de cada nome na relação com a oposição.
O Republicanos, partido de Adriano Galdino e Wilson Filho, busca ampliar sua influência em chapas majoritárias. Já o PP, de Lucas e Eduardo Carneiro, tem uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados, o que dá ao governador uma base sólida, mas também exige cuidado para não desgastar alianças regionais.
O que define a escolha de Lucas Ribeiro
A discussão sobre o vice deve continuar nos próximos meses, alimentada por articulações internas de cada partido. O que pode decidir a vaga é a correlação de forças entre PP e Republicanos nas negociações da coligação, além do perfil eleitoral de cada candidato. Enquanto isso, o governador mantém o silêncio calculado, e a resposta só virá quando as convenções se aproximarem.



