A escolha do candidato a vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP) à reeleição ganhou os bastidores da política paraibana na véspera do primeiro debate entre os postulantes ao cargo, na noite desta sexta-feira (7). O anúncio oficial deve ocorrer neste sábado (8). A indefinição sobre o nome, em um momento estratégico da pré-campanha, coloca em evidência o peso de cada cotado para equilibrar a chapa e garantir a base de apoio necessária para a disputa.
Três nomes acompanham a comitiva de Lucas e são os mais cotados: Rafaela Camaraense (PDT), Coronel Viviane (PSB) e Luciano Cartaxo (Republicanos), deputado estadual. Cada um deles representa um movimento político distinto, e a decisão final sinalizará a estratégia que o governador pretende adotar para consolidar alianças e ampliar o tempo de televisão, conforme prevê a lógica eleitoral de equilíbrio de chapa.
Para o leitor paraibano, a definição do vice interessa porque define o desenho da principal candidatura majoritária do estado e mexe diretamente nas articulações partidárias que vão influenciar a corrida eleitoral.
O peso de cada nome e as implicações na base
Entre os cotados, a escolha de Rafaela Camaraense (PDT) traria uma figura com trânsito em setores do centro político e potencial para dialogar com um eleitorado que busca renovação, além de fortalecer uma aliança com o PDT. Já Coronel Viviane (PSB) representa o segmento da segurança pública e um partido com tradição de peso no estado, o que consolida uma base mais à esquerda e capitaliza o capital político do PSB. Por outro lado, Luciano Cartaxo (Republicanos), deputado estadual e ex-prefeito de João Pessoa, agrega experiência administrativa e um nome conhecido do eleitorado da capital, com capacidade de atrair votos em uma região estratégica.
Cada movimento reflete uma aposta: na representatividade de gênero, na força de um partido consolidado ou na capilaridade de um nome com histórico eleitoral. A campanha de Lucas Ribeiro trabalha para equilibrar esses fatores, para somar tempo de rádio e TV e evitar rachas na base aliada. A disputa real não é entre os três nomes, mas entre os diferentes projetos de aliança que eles carregam.
O que ainda pode definir a escolha
A discussão sobre o vice continua nos bastidores e deve ser encerrada com o anúncio deste sábado. O que pode decidir o nome é a capacidade de cada cotado de garantir fidelidade partidária e evitar dissidências internas, além do peso eleitoral que cada um projeta nas pesquisas internas da campanha. A definição também depende de acertos sobre a divisão de espaços na chapa e no eventual governo, itens que ainda estão em negociação. A cúpula da campanha de Lucas Ribeiro tem o desafio de anunciar um nome que una o bloco de apoio sem gerar ruídos que possam ser explorados pelos adversários.




