Nesta segunda-feira (17), uma denúncia apresentada na Paraíba acendeu um alerta: servidores públicos de prefeituras e do Governo do Estado estariam sendo convocados, ou até intimados, por secretários e integrantes das administrações para participar de eventos de campanha eleitoral. Do relato, feito durante o programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, o pedido é que a Justiça Eleitoral fiscalize o que acontece no estado durante as eleições de 2024.
A denúncia descreve a prática como recorrente, mas aponta que nunca o Tribunal Regional Eleitoral ou a Justiça Eleitoral local conseguiu resolver a fundo. Para o eleitor paraibano, entender esse mecanismo importa porque ele distorce o retrato real das campanhas: um candidato pode parecer mais forte do que é, sem que a quantidade de pessoas em seus atos signifique apoio espontâneo da população.
Como a pressão funciona na prática
Segundo o relato, os servidores são convocados por quem está no alto do organograma das administrações, ou seja, chefes diretos e seus aliados. A reportagem tentou contato e não obteve resposta até a publicação. Eles seriam usados para eventos, para segurar bandeiras nas ruas e até para adesivar carros e material de campanha. O uso do funcionalismo, conforme descrito, não está aplicado a apenas um município, já que envolve diferentes cidades e também o Governo do Estado. A reportagem tentou contato e não obteve resposta até a publicação.
O efeito é o que o próprio relato chama de “dimensionamento” quebrado: a quantidade de pessoas que acompanha um político não corresponde mais à vontade do eleitor, pois parte da presença é movida por pressão. É sobre esse risco que a ênfase da denúncia tenta chamar atenção dos magistrados que atuar nos comícios e nos eventos na Paraíba.
O risco que o eleitor precisa entender
Na prática, o caso serve de aviso: se sabe que a cobrança existe, mas não se tem resposta concreta da Justiça Eleitoral sobre como ela será investigada. Saber disso faz o eleitor da Paraíba prestar atenção a um detalhe que geralmente é tratado como pano de fundo. O tamanho de uma candidatura, nesta campanha, deve ser lido com desconfiança até que a máquina pública seja cobrada com seriedade. No tempo que resta de eleição, a responsabilidade de apurar aparece para o Governo, para as prefeituras e, principalmente, para quem precisa garantir que o voto e a participação política sejam livres de vontade forçada.
A consequência para quem vive na Paraíba é a seguinte: todos os números de pedeços e atos desta eleição precisam ser observados com fortes suspeita. A presença de grupos determinados pode estar seguindo ordem, não pode e a supressestão é que isso contamine a avaliação pública das páginas de cada concorrente.
Entenda a pressão sobre servidores públicos em campanhas na Paraíba
Nesta segunda-feira (17), uma denúncia na Paraíba acendeu um alerta: servidores públicos de prefeituras e do Governo do Estado estariam sendo convocados, ou até intimados, por secretários a participar de eventos de candidatos ligados aos chefes da administração. O relato, feito no programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, pede que a Justiça Eleitoral fiscalize a prática nesta campanha de 2024.
Para o paraibano, entender esse mecanismo importa porque ele pode distorcer o retrato real da corrida eleitoral: um ato de campanha cheio de gente não significa, necessariamente, apoio espontâneo da população.
Como a pressão funciona na prática
No relato publicado por Ingreson Derze, os servidores aparecem convocados para eventos políticos, com um objetivo claro: segurar bandeiras em ruas e adesivar carros de postulantes. A prática, segundo o programa, envolveria funcionários de vários municípios e também do Governo do Estado.
Os convocados seriam informados por secretários ou outros integrantes, baixa negociação, não existe escolha clara. É essa linha entre “convidar” e “ordenar” que o relato aponta como vício que ocorre há anos na política local, sem que nunca tenha sido curado pelo Tribunal Regional Eleitoral ou pela Justiça Eleitoral local.
O risco que o eleitor precisa entender
Segundo o relato apresentado, quando um servidor é obrigado a ir, o tamanho de uma candidatura deixa de ser medido pela vontade popular e passa a ser apresentado pela quantidade de funcionários movidos por aqueles que ocupam o poder. “Você não consegue mais dimensionar o tamanho candidatura pela quantidade de pessoas”, segundo o programa.
A consequência para quem vive na Paraíba é a seguinte: todos os números de pedeços e atos desta eleição precisam ser observados com fortes suspeita. A presença de grupos determinados pode estar seguindo ordem, não pode e a supressestão é que isso contamine a avaliação pública das páginas de cada concorrente.
Por que a Justiça Eleitoral segue sem resposta
O governo fez uma alterta a responsabilidade do Judiciário eleitoral para a falta de fiscalização. Ainda não há uma resposta oficial do TRE sobre a denúncia que foi levada a público nesta segunda-feira, mas a campanha de 2024 está apenas começando.
O núcleo do alerta é que os municípios do estado e o Governo Estadual têm tempo suficiente para continuar mobilizando servidores até o pleito. Para o eleitor, resta agora observar se o apelo será atendido ou se continuará a ver, a cada comínio, presença alcançada por pressão e não por escolha.


