O Banco Master repassou R$ 11 milhões a campanhas eleitorais em 2022, segundo investigação da Polícia Federal. O dinheiro seria proveniente de operações de crédito consignado.

A investigação, que teve seu teor divulgado pela Revista Fórum, aponta que parte dos valores pode ter beneficiado a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na Paraíba, o deputado federal Hugo Motta e o ex-secretário de Administração Penitenciária Ronaldo Bento são citados no inquérito, de acordo com a reportagem.

O caso coloca sob os holofotes o financiamento de campanhas no estado e a relação com o sistema financeiro.

A operação de crédito e o repasse

A PF apura um esquema em que recursos de crédito consignado, um empréstimo com desconto em folha, teriam sido desviados para financiar politicamente o Banco Master. O montante de R$ 11 milhões foi distribuído para campanhas de deputados federais e senadores em 2022.

O nome do deputado paraibano Hugo Motta aparece na investigação. Também é citado Ronaldo Bento, que ocupou o cargo de secretário de Administração Penitenciária no governo estadual.

O vínculo com a campanha nacional e a política paraibana

As apurações indicam que os repasses estariam vinculados à campanha de Jair Bolsonaro à reeleição. A investigação busca detalhes sobre como os valores chegaram às campanhas estaduais.

A menção a Hugo Motta e Ronaldo Bento liga o caso diretamente ao cenário político da Paraíba. O inquérito da PF deve trazer mais detalhes sobre a participação de figuras locais no suposto esquema.

Os nomes paraibanos na mira da PF

O foco agora se volta para o desdobramento das investigações sobre os envolvidos na Paraíba. A apuração pode revelar o fluxo do dinheiro e as responsabilidades de cada um citado.

Para a política estadual, o caso testa a capacidade de resposta das instituições e a reação das lideranças mencionadas. O resultado pode influenciar eleições futuras e a relação entre o poder público e o setor financeiro no estado.