O presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, afirmou sentir falta de unidade entre os partidos de oposição no estado. Ele defendeu a construção de um projeto político coletivo para fortalecer o campo nas disputas de 2026.
A declaração foi dada durante a visita do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Paraíba, nesta terça (23), segundo a imprensa. O posicionamento ocorre em meio a divergências no grupo, especialmente sobre a composição da chapa para o Senado ligada ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. A questão é central para a força da oposição nas próximas eleições.
Renúncia à candidatura em nome da unidade
Pedro Cunha Lima revelou que sua decisão de não disputar as eleições de 2024 foi motivada pelo desejo de preservar a coesão do grupo oposicionista. “Inclusive, quando decidi não estar na disputa, foi, sobretudo, em respeito à unidade do campo das oposições”, declarou.
O ex-deputado federal afirmou que não será um obstáculo se a maioria do grupo entender que outra candidatura deve representar o campo. “A oposição tem que estar unida”, reforçou.
Diálogo e convergência como estratégia
O presidente do PSD paraibano disse que tem buscado dialogar com diferentes lideranças políticas para defender a convergência entre os partidos e evitar divisões internas. “Eu quero ser mais um agente que procura prestigiar a unidade e o espírito de grupo”, concluiu.
A pressão por uma frente unificada
A cobrança por unidade feita por Pedro Cunha Lima expõe uma tensão real dentro da oposição paraibana. A menção específica às discussões sobre a chapa ao Senado, ligada ao prefeito Cícero Lucena, sinaliza um ponto de atrito que precisa ser resolvido para que o grupo avance com força.
A decisão de Cunha Lima de abrir mão de uma candidatura própria coloca pressão sobre outras lideranças para que também priorizem o projeto coletivo em detrimento de ambições individuais. O sucesso ou fracasso dessa articulação definirá o tom e a competitividade da oposição no estado no próximo ciclo eleitoral.




