A Justiça Eleitoral da Paraíba realiza nesta quinta (17) e sexta-feira a cerimônia de geração de mídias para o segundo turno das Eleições, no Salão Nobre do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), em João Pessoa. O ato é uma etapa obrigatória do processo eleitoral e responde a uma pergunta prática do eleitor: como a urna eletrônica fica pronta para receber o voto sem risco de adulteração.

É o momento em que o sistema eleitoral transfere e lacra os programas e os dados que vão rodar nas urnas eletrônicas de toda a Paraíba. A cerimônia é pública, aberta à fiscalização de partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e qualquer cidadão que queira acompanhar, segundo o TRE-PB.

O que é a geração de mídias

A geração de mídias é o procedimento técnico em que o Tribunal produz os arquivos digitais que serão instalados nas urnas. Esses arquivos contêm o sistema operacional da urna, o software de votação, a lista de candidatos registrados e as informações de cada seção eleitoral.

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Depois de gerados, os arquivos são gravados em mídias físicas (cartões de memória ou pendrives específicos) e lacrados. O lacre impede que qualquer pessoa altere o conteúdo depois que a mídia sai do controle do TRE-PB. Cada mídia segue para uma urna específica e é inserida na urna durante a carga, antes do dia da votação e dos fiscais de partido.

Por que o ato é público

O caráter público da cerimônia é uma exigência legal para garantir transparência ao processo. Qualquer interessado pode ir ao Salão Nobre do TRE-PB durante os dois dias e acompanhar cada etapa da geração e do lacre. Partidos políticos e entidades fiscalizadoras costumam credenciar técnicos para verificar se o procedimento segue o rito correto.

A presença de observadores independentes é o principal mecanismo de segurança da etapa: como tudo é feito à vista de quem quiser ver, fica mais difícil questionar depois a integridade do sistema.

O que acontece depois da cerimônia

Com as mídias geradas e lacradas, o TRE-PB distribui os materiais para os cartórios eleitorais de cada município. Os cartórios, por sua vez, inserem as mídias nas urnas e as preparam para o dia da votação, sempre seguindo o protocolo de lacre e conferência.

No dia da eleição, a urna é ligada e o sistema é carregado a partir da mídia lacrada. Qualquer tentativa de violação do lacre é detectada e inviabiliza o funcionamento da urna. Esse ciclo, geração pública, lacre, distribuição, carga na urna e votação, é o que a Justiça Eleitoral usa para garantir que o voto digitado corresponde exatamente ao que foi registrado no sistema antes do pleito.

O que muda na prática para o paraibano

Para o eleitor, a cerimônia de geração de mídias não exige nenhuma ação. O resultado prático é que, quando ele digitar o número do candidato na urna em outubro, o sistema estará rodando exatamente o software que foi gerado, lacrado e fiscalizado nesta quinta e sexta-feira. O ato público é a principal garantia de que o voto não foi alterado no caminho entre o TRE-PB e a seção eleitoral.

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