O pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha (PSOL), protocolou uma representação junto ao Ministério Público do estado (MPPB) nesta semana. O documento pede que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a promotoria de Controle Externo da Atividade Policial intimem o deputado estadual Walber Virgolino (PL).
A ação foi motivada por declarações do parlamentar de que teria conhecimento sobre a identidade de policiais supostamente envolvidos em corrupção, de acordo com reportagem do Polêmica Paraíba publicada nesta semana. A medida coloca uma cobrança pública sobre a mesa: acusações graves precisam vir acompanhadas de provas concretas.
A iniciativa segue uma cobrança anterior feita pela deputada estadual Cida Ramos (PT), que também pediu que o colega apresente os nomes que mencionou.
O pedido formal ao MPPB
Na representação, Olímpio Rocha argumenta que Walber Virgolino, por ser delegado de carreira e deputado, tem o dever legal de formalizar qualquer denúncia de crime de que tenha conhecimento. O documento solicita ainda a apresentação dos supostos ofícios que, segundo o parlamentar, teriam sido enviados às autoridades com informações sobre os servidores investigados.
O advogado alertou para os riscos de acusações generalizadas contra as forças de segurança. Ele afirmou que esse tipo de declaração pode atingir policiais que atuam dentro da legalidade e comprometer a imagem das instituições.
O que observar a seguir
Agora, a bola está com o Ministério Público da Paraíba. Cabe ao Gaeco e à promotoria especializada avaliar o pedido de Olímpio Rocha e decidir se haverá ou não a intimação de Walber Virgolino para prestar esclarecimentos.
O desfecho deste caso pode definir um precedente sobre como acusações de corrupção no aparato de segurança são tratadas no estado. A pressão por transparência coloca em xeque declarações feitas no âmbito político e exige que elas se traduzam em procedimentos investigativos formais.




