A morte da menina Ayla Evelly, de 5 anos, em Patos, no Sertão da Paraíba, comoveu o estado. O crime ocorreu em outubro de 2024. Os acusados atiraram por engano contra um adolescente e atingiram a criança. Três réus estavam presos, mas foram soltos em agosto de 2026 por excesso de prazo, já que o júri foi remarcado para fevereiro de 2027. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recorreu da decisão, segundo o g1.

O recurso foi protocolado no dia 13 de agosto pelo promotor Ernani Lucas Nunes Menezes para pedir a reconsideração da soltura. O MPPB argumenta que a demora no processo foi causada por recursos da própria defesa, não por inércia do Estado, de acordo com reportagem do g1 publicada nesta sexta (14). Para os moradores de Patos e para toda a Paraíba, o caso levanta a questão de como a comunidade pode cobrar celeridade e pressionar por justiça.

A população dispõe de canais oficiais para registrar manifestações e cobrar agilidade no Judiciário. A Ouvidoria Geral do Estado da Paraíba recebe denúncias, reclamações e sugestões sobre serviços públicos. O site do órgão informa que ela pode ser acionada para cobrar rapidez no andamento de processos. A Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) garante a qualquer cidadão o direito de solicitar informações sobre processos públicos, sem necessidade de justificativa, . Isso permite que qualquer pessoa acompanhe o andamento do caso Ayla e identifique possíveis atrasos.

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A comunidade também pode se organizar por meio de abaixo-assinados e da presença em audiências públicas, embora não haja, até o momento, uma convocação específica para este caso. A pressão popular por esses instrumentos pode fazer as autoridades darem mais atenção ao processo.

O que a sociedade de Patos decide com sua voz

A decisão sobre a prisão dos acusados ainda está em aberto, com o MPPB recorrendo para reverter a soltura. O que está em jogo é a justiça para Ayla e a segurança da comunidade de Patos. A participação ativa dos cidadãos pelos canais disponíveis pode evitar que o caso caia no esquecimento e garantir a celeridade que o crime exige.

A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta dos acusados Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias, mas não conseguiu entrar em contato.

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