A Polícia Civil da Paraíba prendeu na manhã desta sexta-feira (3) um homem de 51 anos suspeito de estuprar o próprio filho, uma criança de 9 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A prisão preventiva foi cumprida em Campina Grande, a partir de um pedido da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente.

A investigação começou depois que a mãe da vítima procurou a polícia. Ela percebeu mudanças bruscas no comportamento do menino e queixas de dores e sangramentos nas partes íntimas. Os sintomas surgiram após a criança ter passado um período de férias sob os cuidados exclusivos do pai. Questionado, o menino relatou espontaneamente os abusos. O caso foi divulgado pelo portal ParaibaOnline.

O Instituto de Polícia Científica (IPC) realizou um exame sexológico que constatou lesões compatíveis com ato libidinoso. Em depoimento especial, a vítima confirmou novamente a acusação. Com esses elementos, a Justiça autorizou a prisão. O suspeito foi levado à Central de Polícia de Campina Grande e permanece à disposição da Justiça. A polícia segue investigando o caso.

O que o caso revela sobre a proteção de crianças autistas

O crime expõe uma vulnerabilidade específica: crianças com TEA podem ter mais dificuldade para comunicar abusos, o que torna o olhar atento de familiares e profissionais essencial. No relato, foi a percepção da mãe sobre as mudanças de comportamento e as queixas físicas que acionou o sistema de proteção. A resposta rápida da Polícia Civil e do IPC permitiu a coleta de provas antes que o suspeito pudesse se evadir ou coagir a vítima.

Para o leitor paraibano, o caso reforça a importância de denunciar suspeitas de violência sexual infantil. O sigilo e o acolhimento à criança durante o depoimento especial são ferramentas que a legislação já prevê, mas que dependem da notificação para funcionar. A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente em Campina Grande é o canal direto para esse tipo de ocorrência.

A conta que a investigação ainda precisa fechar

A prisão preventiva garante que o suspeito não interfira nas apurações, mas o processo criminal está apenas no começo. A polícia informou que o caso continua sendo investigado, o que sugere que novas oitivas e perícias podem surgir. Resta saber se o homem tinha histórico de violência ou se o abuso ocorria de forma reiterada, pontos que a investigação ainda pode esclarecer. A Justiça agora decidirá sobre a pronúncia e o eventual julgamento do acusado.