A greve dos trabalhadores dos Correios na Paraíba começou à zero hora desta sexta-feira (11) e já altera a rotina de quem depende do serviço postal. A paralisação, que atinge agências e centros de distribuição, é uma adesão ao movimento nacional da categoria e ocorre em meio às negociações do acordo coletivo de trabalho, segundo o Jornal da Paraíba.
Na prática, para o paraibano, a consequência imediata é clara: a entrega de cartas e encomendas nas residências e comércios está suspensa. Só o que funciona, por enquanto, é o setor administrativo interno das agências, como informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio. A assembleia que deflagrou a greve foi realizada pelo Sintect-PB em João Pessoa e Campina Grande.
O que para e o que continua funcionando
O principal impacto prático está na linha de frente: a entrega domiciliar e a triagem e distribuição de objetos em centros como João Pessoa e Campina Grande estão paradas. Em cidades do interior, como Patos, a paralisação também atinge a operação, e a previsão é de que não haja coleta ou entrega externa.
O que funciona durante a greve:
- Serviços internos e administrativos das agências.
- Atendimento ao público em guichês? Ainda não foi informado se as unidades físicas abrem ou fecham.
O que não funciona:
- Coleta e entrega de encomendas (Sedex, PAC).
- Postagem e distribuição de correspondências comuns.
A categoria ainda não divulgou o percentual de adesão por município, e a empresa também não informou se contratou serviços extras para minimizar o atraso.
O que está em jogo na negociação
A paralisação não é por tempo definido, mas está condicionada ao andamento das negociações do acordo coletivo de trabalho. A pauta dos trabalhadores inclui três pontos centrais, que destilam a tensão real:
- Recomposição salarial: a categoria pede reajuste que cubra a inflação (as perdas acumuladas). A empresa ainda não apresentou contraproposta vis-à-vis a demanda sindical.
- Manutenção de benefícios: há discussão sobre corte de vantagens como vale-alimentação e auxílio-saúde.
- Assistência à saúde: os trabalhadores cobram melhorias no plano de saúde corporativo.
O presidente do Sintect-PB afirmou que não houve avanço nas negociações nos últimos encontros com a estatal. A greve é o instrumento usado justamente porque a categoria avalia que a empresa recua nas tratativas.
Perspectiva para o usuário paraibano
Para quem espera uma encomenda ou correspondência urgente, não há prazo para normalização. O que se sabe é que:
- A greve é por tempo indeterminado.
- Não há, até agora, data de novo encontro entre Sintect-PB e direção dos Correios para reabrir negociações.
- Em João Pessoa e Campina Grande, as centrais de distribuição estão com e pessoal reduzido.
A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta da assessoria dos Correios, mas não conseguiu entrar em contato.
O teste que espera a negociação na próxima semana
O que segura a paralisação é a falta de um canal de negociação ativo. A greve nacional dos Correios já enfrenta resistência da direção da empresa, e, na Paraíba, a avaliação do sindicato é de que a pressão precisa aumentar para deslocar a empresa de sua posição. Se a categoria não obtiver uma contraproposta concreta nos próximos dias, a greve deve se alongar, mas, por enquanto, as conversas oficiais estão paradas. Para o leitor paraibano, a previsão de entrega de encomendas segue sem data.




