O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), não compareceu à convenção que homologa a candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) à reeleição e avisou que está fora das negociações para a vaga de vice. A decisão, anunciada na noite desta quarta-feira (5), revela uma insatisfação profunda com a exigência do Progressistas de transferir bases eleitorais do Republicanos para pré-candidatos a deputado da legenda. O impasse coloca em risco a coesão da base governista e reabre a disputa pela composição da chapa majoritária. Para o eleitor paraibano, o racha expõe como a briga por poder entre aliados pode redefinir a eleição de 2026 antes mesmo da campanha começar.

O impasse que levou à saída de Galdino

Adriano Galdino afirmou que não aceitou a transferência de bases eleitorais solicitada pelo Progressistas de Aguinaldo Ribeiro para não prejudicar três companheiros do Republicanos que entraram no partido confiando em sua liderança. O Republicanos queria a vaga de vice, com Galdino como nome indicado internamente, mas o PP condicionou a indicação à cessão de redutos eleitorais. A recusa do presidente da Assembleia foi direta: ele disse que disputará a reeleição como deputado estadual. O episódio não é isolado: o PDT de Rafaela Camaraense também buscava o posto, e o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, teria admitido a possibilidade de rever a aliança caso a vaga não fosse para o partido.

O que a saída de Galdino significa para a força do Republicanos

O Republicanos, partido de Adriano Galdino, consolidou-se como uma força política relevante na Paraíba, com bancada expressiva na Assembleia Legislativa e presença em diversas prefeituras. Essa capilaridade o torna um aliado estratégico em qualquer composição majoritária. A ausência de Galdino na chapa enfraquece o arco de alianças do governador Lucas Ribeiro, que precisará equilibrar o peso eleitoral do Republicanos com as exigências de seus próprios correligionários do PP. A negociação de bases eleitorais e a distribuição de tempo de TV e rádio influenciam diretamente a capacidade de campanha dos candidatos.

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Quem pode ocupar a vaga de vice e os próximos passos

Com a recusa de Galdino, o governador Lucas Ribeiro chega à convenção sem um nome definido para a vice. A busca por um vice que equilibre a chapa, seja por representatividade regional, ideológica ou de gênero, é uma estratégia comum em eleições majoritárias para ampliar o alcance eleitoral. Além do PDT, outros partidos aliados insatisfeitos podem pressionar por espaço. A legislação eleitoral estabelece que as convenções partidárias devem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, e o registro de candidaturas até 15 de agosto, o que dá uma margem curta para costuras de última hora. O impasse atual pode levar o PP a buscar um nome de consenso fora do Republicanos, o que reconfiguraria as forças da base governista.

A conta que a convenção de Lucas Ribeiro ainda precisa pagar

O que está em jogo agora é a capacidade do governador de manter a unidade da base sem perder o apoio do Republicanos, que controla um terço da Assembleia Legislativa. A decisão de Adriano Galdino fecha uma porta para a vice e sinaliza que o partido não aceitará imposições sem contrapartidas eleitorais. A tensão entre PP e Republicanos pode abrir caminho para que outros partidos, como o PDT, ganhem força na negociação.

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