Um grupo frigorífico que atua em Chapecó (SC) e Guatapará (SP) demonstrou interesse em fechar uma parceria com a Capribom, cooperativa de caprinovinocultores sediada em Monteiro, na Paraíba. O empresário Salen, dono do grupo, quer ampliar a comercialização de cordeiros e caprinos produzidos no Nordeste, especialmente para atender os mercados de alta gastronomia das regiões Sul e Sudeste.
A proposta prevê aumentar o escoamento da produção nordestina, agregando mais valor aos produtores locais. A aproximação foi articulada pelo empresário e advogado Inácio Feitosa, neto do ex-prefeito de Monteiro, segundo a imprensa. O interesse do grupo ocorre em um momento em que a demanda por carne caprina e ovina supera a oferta de matéria-prima disponível.
A parceria importa para o agronegócio paraibano porque pode abrir um canal direto de vendas para dois dos maiores mercados consumidores do país, beneficiando dezenas de famílias de criadores da região do Cariri.
Reunião virtual e próximo passo
Antes do encontro presencial, representantes do frigorífico e da Capribom já haviam se reunido virtualmente para apresentar a estrutura da cooperativa e discutir possibilidades comerciais. Na ocasião, o presidente da Capribom, Fabrício, e o gestor de negócios Rubinho conversaram com Salen, destacando o potencial produtivo da cooperativa e os projetos para fortalecer a cadeia da caprinovinocultura no Nordeste.
Como próximo passo, Salen informou que encaminhará uma carta de intenções para formalizar o interesse. Também anunciou que pretende visitar a sede da Capribom em Monteiro para conhecer a estrutura de perto e avançar nas negociações.
O que o produtor do Cariri pode esperar
A concretização da parceria depende agora da troca de documentos e de uma nova reunião para alinhar detalhes comerciais e logísticos. Se avançar, a Capribom ganha um canal de escoamento para além do Nordeste, com potencial de preços mais atrativos para os criadores. Para o grupo frigorífico, a vantagem é garantir matéria-prima de qualidade em um cenário de oferta apertada.
Resta saber se a cooperativa terá capacidade de atender a escala exigida pelo mercado do Sul e Sudeste sem comprometer o atendimento aos clientes locais. A visita de Salen a Monteiro deve dar a medida real do interesse e das condições técnicas da parceria.




