Pesquisa Quaest: 59% na Paraíba temem Bolsonaro e 29% temem Lula
Pesquisa Quaest mostra que 59% dos paraibanos temem mais a volta dos Bolsonaro do que a reeleição de Lula, dado que pode definir o voto útil nas eleições de.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra que 59% dos eleitores paraibanos têm mais medo da volta da família Bolsonaro ao governo federal, contra 29% que temem a reeleição de Lula (PT). Os números, registrados no TSE, revelam uma divisão que vai além da polarização nacional e pode influenciar diretamente as escolhas para governador e Senado na Paraíba, especialmente entre os eleitores independentes e da direita não bolsonarista, segundo o g1 PB.
O levantamento ouviu 852 pessoas entre os dias 14 e 16 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Para o eleitor paraibano que ainda não decidiu o voto ou que rejeita os dois polos, o medo de um dos lados pode ser o fator que define a ida às urnas ou a escolha estratégica no segundo turno.
59% dos paraibanos temem a volta dos Bolsonaro; 29% temem a reeleição de Lula
Entre independentes, 54% temem os Bolsonaro e 22% temem Lula
Na direita não bolsonarista, 90% temem a reeleição de Lula
Medo pode impulsionar voto útil e abstenção nas disputas proporcionais
O medo entre os eleitores
A pesquisa mostra que o medo não é uniforme. Entre os eleitores que se declaram independentes, 54% temem mais a volta dos Bolsonaro, enquanto 22% temem a reeleição de Lula. Já na direita não bolsonarista, o quadro se inverte: 90% temem mais um novo mandato de Lula, e apenas 6% temem a volta da família Bolsonaro.
Os dados indicam que, para o eleitor de direita que não se identifica com o bolsonarismo, o principal motor do voto é a rejeição a Lula. Para o independente, o medo maior é o retorno dos Bolsonaro, o que pode aproximá-lo de candidatos de centro ou de esquerda.
Impacto no voto útil e na abstenção
O portal noticiou que Cícero Lucena lidera a disputa à prefeitura com 49%, com possibilidade de vitória em primeiro ou segundo turno. Também registrou que Marcelo Queiroga (PL) empatou com Ruy Carneiro (Podemos) na disputa, e que Marcelo Queiroga tem a maior rejeição entre os candidatos.
O medo, portanto, entra como variável estratégica. Um eleitor independente que teme os Bolsonaro pode, no segundo turno para governador, optar pelo candidato com mais chance de derrotar um eventual adversário ligado ao bolsonarismo. Da mesma forma, o eleitor da direita não bolsonarista que teme Lula pode concentrar votos em um nome que considere mais competitivo contra a esquerda.
Há também o risco de abstenção. Eleitores que dizem não ter medo de nenhum dos dois (2%) ou que temem os dois (4%) podem simplesmente não votar, o que afeta mais as disputas proporcionais, onde cada voto tem peso direto na composição da ALPB e da bancada federal.
O que está em jogo nas urnas da Paraíba
O dado da Quaest não é apenas um retrato do sentimento nacional filtrado para a Paraíba. Ele expõe uma tensão real entre dois medos que podem se traduzir em votos úteis opostos. No Senado, onde a rejeição a Veneziano é a maior, o eleitor que teme os Bolsonaro pode migrar para Nabor ou para outro nome, enquanto o que teme Lula pode fazer o mesmo em direção oposta.
O que ainda está em aberto é como esse medo se comporta nas seções eleitorais. A pesquisa não mede a disposição de cada grupo a realmente votar, nem o peso do medo diante de outros fatores como propostas locais ou histórico dos candidatos. A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta de representantes das campanhas, mas não conseguiu entrar em contato.