A sessão extraordinária da Câmara de Bayeux, na Grande João Pessoa, terminou em tumulto nesta terça-feira (8) com intervenção da Polícia Militar e uso de spray de pimenta. O motivo oficial da convocação era a votação de cinco projetos de crédito suplementar enviados pela prefeita Luciene Gomes (Republicanos), no valor total de R$ 4,59 milhões. Mas o que parecia uma pauta técnica revelou uma tensão política que já vinha se acumulando entre a base governista e a oposição na cidade.
Segundo o g1, a sessão foi interrompida três vezes pela presidente da câmara, Nildo de Inácio (PP). Duas vereadoras, França (PL) e Cleice Rocha (PCdoB), precisaram de atendimento médico. A confusão começou na galeria, com gritos e empurrões, e se estendeu para fora do prédio, onde a PM usou spray de pimenta para conter a aglomeração. Os projetos foram aprovados por maioria.
O que são créditos suplementares e por que geram briga
Créditos suplementares são autorizações para o Executivo remanejar ou aumentar o orçamento já aprovado para o ano. Na prática, dão à prefeita mais liberdade para gastar em áreas como educação, segurança e infraestrutura. Em municípios paraibanos como Bayeux, onde a relação entre prefeitura e Câmara é historicamente instável, a votação desse tipo de projeto vira um termômetro da força política do governo.
Os cinco projetos aprovados destinam R$ 100 mil para mobília da Secretaria de Educação, R$ 1,13 milhão e R$ 968,7 mil para a Segurança Pública, R$ 2,01 milhões para obras no bairro Mario Andreazza (Infraestrutura) e R$ 372 mil para Cultura e Turismo. A oposição tentou barrar a votação, mas não há registro público, até o momento, dos argumentos usados por cada lado.
O que ainda não se sabe
O material disponível não detalha o histórico de relação entre a prefeita Tacyana Leitão e a Câmara de Bayeux, nem os argumentos específicos da oposição para tentar impedir os projetos. Também não há manifestação oficial da presidência da Câmara sobre a confusão ou sobre possíveis medidas disciplinares contra os envolvidos. A motivação exata do tumulto na galeria, se foi orquestrado por algum grupo político ou reação espontânea de cidadãos, segue em aberto.
O teste que a Câmara de Bayeux ainda vai enfrentar
A confusão expõe a fragilidade do diálogo entre Executivo e Legislativo em Bayeux. Com a aprovação dos créditos, a prefeita ganhou fôlego financeiro, mas o desgaste político pode cobrar a conta nas próximas votações. A população da cidade, que acompanhou o tumulto pelas redes sociais, agora espera respostas sobre os gastos e sobre a segurança dentro da própria Câmara. A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta da prefeita Luciene Gomes e do presidente da Câmara, Nildo de Inácio, mas não conseguiu entrar em contato.




