O torcedor paraibano que frequenta estádios agora pode ajudar na segurança dos eventos esportivos. A Justiça proibiu a Torcida Jovem do Botafogo e a Torcida Fúria Independente do Botafogo de comparecer a qualquer partida no país, com multa de R$ 50 mil por descumprimento. A decisão desta segunda-feira (31) atende a um pedido de tutela de urgência do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que busca o banimento definitivo das duas organizadas por histórico de violência reiterada nos estádios e no entorno.

A proibição vale até o julgamento da ação principal e também impede o uso de camisas, bonés, faixas, bandeiras ou instrumentos musicais que identifiquem as torcidas em qualquer praça desportiva do país, segundo o MPPB. A medida atinge os associados e membros envolvidos das duas organizadas, mas abre espaço para que a comunidade cobre o cumprimento da regra.

Onde denunciar descumprimentos na Paraíba

O cidadão pode registrar denúncias sobre a presença de membros das torcidas proibidas, uso de símbolos ou venda de materiais alusivos nos estádios e arredores. O canal mais direto é a Ouvidoria do MPPB, por telefone (83) 2107-6150, WhatsApp (83) 99181-7355 e e-mail ouvidoria@mppb.mp.br.

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Além do MPPB, a decisão judicial será oficiada ao Comando-Geral da Polícia Militar, à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social e à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba. O torcedor pode acionar esses órgãos pelo 190 (PM) ou pelo canal da SDS-PB para relatar aglomerações ou exibições públicas de símbolos das organizadas.

Como cobrar o Botafogo-PB e as federações

A juíza Renata da Câmara Pires Belmont determinou a notificação do Botafogo para que adote providências operacionais de controle de acesso, bilhetagem e segurança privada nos jogos em que for mandante. A Federação Paraibana de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol foram oficiadas. O torcedor pode cobrar essas entidades pelos canais de atendimento ao público e exigir transparência sobre as medidas adotadas.

Até o momento, não há registro público de abaixo-assinados ou grupos organizados de torcedores monitorando especificamente o cumprimento desta decisão. A fiscalização, portanto, depende de ações individuais e de associações de bairro, conselhos comunitários de segurança e canais oficiais.

O banimento definitivo ainda será julgado em nome da segurança coletiva

A tutela de urgência vale até o julgamento da Ação Civil Pública, em que o MPPB pede o banimento definitivo das duas torcidas. O tribunal decidirá se o histórico de violência justifica a exclusão permanente das organizadas. A comunidade pode acelerar a aplicação da regra usando os canais de denúncia e cobrando as autoridades já notificadas.

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