O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge. Os três estão presos por envolvimento em um esquema de desvio de drogas, e a nova ação busca responsabilizá-los na esfera cível, com pedido de afastamento imediato das funções e bloqueio de bens.
A ação, tornada pública nesta segunda-feira (31 de agosto de 2026), é mais um desdobramento das investigações do Gaeco e da Draco sobre o grupo, que usava a condição de policiais para se apropriar de entorpecentes apreendidos e revendê-los ilegalmente, segundo o MPPB. A informação foi divulgada pelo site Polêmica Paraíba. Para o leitor paraibano, o caso atinge diretamente a credibilidade da Polícia Civil e expõe a necessidade de a população acompanhar de perto a resposta da Justiça.
Onde o cidadão pode acompanhar o processo
O cidadão pode monitorar o andamento da ação de improbidade contra Braz Morroni e os agentes por dois canais oficiais. No site do MPPB (mppb.mp.br), na seção “Consultas Processuais”, é possível buscar pelo nome dos envolvidos ou pelo número do processo. Já no portal do Tribunal de Justiça da Paraíba (tjpb.jus.br), no sistema “PJe, Processo Judicial Eletrônico”, a consulta é pública e gratuita, bastando o número do processo ou o CPF dos réus.
A lei de improbidade administrativa prevê, em caso de condenação, consequências como perda do cargo público, ressarcimento integral do dano aos cofres públicos, multa civil de até o valor do dano ou 24 vezes o valor da remuneração e suspensão dos direitos políticos por até 14 anos. A população pode cobrar celeridade do processo por meio da Ouvidoria do MPPB (ouvidoria@mppb.mp.br) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O efeito sobre a credibilidade da Polícia Civil
O caso atinge a confiança da população na instituição policial, já que os servidores lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio simulavam ações para desviar drogas e revendê-las, segundo a denúncia. O esquema envolvia apropriação de entorpecentes apreendidos e subtração de drogas de terceiros. A defesa de Eduardo Jorge afirmou que recebeu a nova ação com perplexidade e que não teve acesso completo às provas. As defesas de Braz Morroni e Everton Aires não responderam até a última atualização da reportagem.
O que está em jogo para o contribuinte paraibano
A decisão judicial sobre o afastamento e o bloqueio de bens dos policiais definirá se os cofres públicos serão ressarcidos pelos danos causados pelo suposto desvio. O MPPB também já pediu, em denúncia criminal anterior, a perda dos cargos públicos dos três e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A população de João Pessoa, Campina Grande e Patos, onde o caso tem maior repercussão, pode usar os canais oficiais para exigir transparência e celeridade na apuração.




