O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (25) os percentuais de candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas na Paraíba para as Eleições 2026. Os números mostram avanço em relação a 2022 e alteram a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário entre os partidos.

Em 2026, foram registradas 441 candidaturas no estado. Desse total, 160 são de mulheres, o equivalente a 36,29%, ante 33,5% em 2022, segundo dados do TSE. As candidaturas de pessoas negras (pretas e pardas) somaram 52,83% do total (41,95% pardas e 10,88% pretas), contra 50,2% na eleição anterior. Já as candidaturas indígenas passaram de 0,2% para 0,39%, com dois registros.

O crescimento ocorre com regras mais rígidas para a destinação de verbas. A Resolução TSE nº 23.752/2026 passou a incluir expressamente as candidaturas indígenas na obrigatoriedade de repasse, além das já previstas para mulheres e pessoas negras. Partidos que não atingirem os percentuais mínimos, 30% de candidaturas femininas, por exemplo, perdem acesso a parte dos recursos, como já ocorreu em 2022.

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O TSE não detalhou, na divulgação, os percentuais individuais de cada partido na Paraíba. Os dados por legenda podem ser consultados no portal Estatísticas Eleitorais do tribunal. Essa informação é relevante porque define quanto cada partido receberá do Fundo Eleitoral (R$ 4,9 bilhões em 2022, em todo o país) e do Fundo Partidário para financiar essas candidaturas.

O impacto da representatividade nos recursos

O avanço nos percentuais de 2026 em relação a 2022 indica maior inclusão, mas o efeito prático depende da fiscalização do cumprimento das cotas. Partidos que descumprirem os mínimos legais podem ter verbas cortadas, enquanto os que apresentarem maior proporção de mulheres, negros e indígenas terão acesso a mais recursos. A ausência de dados por partido na divulgação oficial, no entanto, dificulta o acompanhamento imediato pelo eleitor paraibano.

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