O que os números da pesquisa Real Time Big Data realmente significam para a corrida ao governo da Paraíba? Nesta segunda-feira (24), o levantamento mostrou Lucas Ribeiro (PP) com 35% das intenções de voto, seguido por Cícero Lucena (PP) com 25% e Efraim Filho (União) com 21%.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores paraibanos entre os dias 19 e 22 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o PB-07790/2026. No primeiro turno, aparecem ainda Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP), cada um com 1%. Votos brancos e nulos somam 9%, e 7% não souberam ou não responderam.
Para entender o que esses números significam, é preciso considerar a margem de erro. Com 2 pontos, a diferença de 10 pontos entre Lucas e Cícero no primeiro turno é estatisticamente significativa. Mas o segundo turno é bem mais apertado: Lucas tem 42% contra 40% de Cícero, uma diferença de 2 pontos, dentro da margem de erro. Isso significa que, na prática, a disputa no segundo turno está empatada tecnicamente, qualquer um dos dois pode vencer.
A disputa no segundo turno e o que ela revela
Para o eleitor paraibano, a pesquisa mostra que Lucas Ribeiro tem vantagem consolidada no primeiro turno, mas o segundo turno é imprevisível. A diferença técnica entre os dois principais candidatos indica que a campanha ainda pode mudar o resultado. O que está em jogo agora é a capacidade de cada um de ampliar o apoio, especialmente com os 16% de eleitores que estão entre brancos, nulos ou indecisos. Essa fatia pode decidir a eleição se a disputa for para o segundo turno.




