Por que a senadora Daniella Ribeiro (PP), ao se candidatar a primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado, já enfrenta um pedido de impugnação? O MDB, partido do atual senador Veneziano Vital do Rêgo, alega que a legislação eleitoral não permite que um senador em exercício concorra a outro cargo na chapa, apenas à reeleição.

A movimentação foi anunciada no início de agosto e, segundo bastidores políticos, o MDB já prepara a documentação para protocolar o pedido nos próximos dias. O argumento central é que Daniella, como senadora titular, só poderia disputar uma nova vaga ao Senado, não a suplência de um concorrente.

O que é impugnação e como funciona

Impugnação é um recurso apresentado à Justiça Eleitoral para questionar o registro de uma candidatura. O pedido pode ser feito por partidos, coligações ou pelo Ministério Público Eleitoral, e cabe ao juiz ou tribunal decidir se a candidatura atende aos requisitos legais.

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No caso de Daniella, o MDB sustenta que a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) e a Constituição Federal estabelecem que o senador em exercício que quiser concorrer a novo mandato deve disputar a reeleição no mesmo cargo. Candidatar-se a suplente seria uma forma de burlar a regra, já que a suplência não é um mandato autônomo, mas sim uma posição na chapa de outro candidato.

A impugnação não suspende automaticamente a candidatura. Ela será analisada após o registro formal, e cabe recurso. O prazo para decisão final pode se estender até próximo da eleição, marcada para outubro de 2026.

O que está em jogo na disputa

Daniella Ribeiro é senadora eleita em 2018 e, em vez de buscar a reeleição, optou por integrar a chapa de Nabor Wanderley como primeira suplente. Nabor é ex-prefeito de Patos e candidato ao Senado pelo Republicanos, com apoio do governador Lucas Ribeiro (PP). A chapa de Nabor enfrenta a do ex-governador João Azevêdo (PSB) e a do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que busca a reeleição.

O MDB vê a candidatura de Daniella como uma ameaça direta a Veneziano, já que ela pode atrair votos do eleitorado que a apoiava. Há também desconforto de João Azevêdo, que teme ser prejudicado pela estratégia. A impugnação, se aceita, forçaria Nabor a substituir a suplente, o que muda a corrida ao Senado na Paraíba.

O que muda na prática para o paraibano

Se a Justiça Eleitoral acatar o pedido do MDB, Daniella Ribeiro não poderá constar como primeira suplente de Nabor Wanderley. A chapa teria de indicar outro nome, o que pode gerar reconfiguração de alianças e influenciar a disputa de votos. Para o eleitor paraibano, o resultado da impugnação definirá quem são os candidatos efetivos ao Senado e pode alterar o equilíbrio de forças entre as principais candidaturas.

A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta de Daniella Ribeiro e Nabor Wanderley, mas não conseguiu entrar em contato.

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