Faltando duas semanas para as convenções partidárias, os palanques presidenciais na Paraíba estão definidos. O presidente Lula (PT) é quem reúne o maior número de aliados, com apoio em três chapas majoritárias. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terá um palanque na oposição. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) contam com apoios periféricos, sem pré-candidatos ao Governo do Estado encabeçando suas campanhas.

O governador Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato à reeleição, declarou voto em Lula, mesmo sem histórico político à esquerda. Também declararam apoio ao petista os pré-candidatos ao Senado João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos). O apoio oficial do PT foi anunciado a João Azevêdo e ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), da oposição, que busca reeleição. O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que compõe chapa com Veneziano, sinalizou voto em Lula, mas indicou que não vai atrelar sua campanha à disputa presidencial para evitar polarização. O pré-candidato do PSOL ao Governo, Olímpio Rocha, também apoia Lula. As informações são de reportagem do portal Vitrine do Cariri publicada nesta segunda (6).

O senador Efraim Filho (PL) representa o palanque de Flávio Bolsonaro na Paraíba. A aliança foi firmada em março, com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na mesma chapa, o ex-ministro Marcelo Queiroga disputa o Senado. Diferente de Lula, o palanque de Flávio está concentrado nessas duas pré-candidaturas. Na última eleição presidencial, Jair Bolsonaro teve cerca de 30% dos votos no primeiro turno no estado.

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Caiado conta com o apoio do pré-candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima (PSD), mas o cabeça de chapa, Cícero Lucena, não endossa esse alinhamento. Romeu Zema tem apenas o apoio do pré-candidato do Novo ao Senado, Major Fábio, que não integra chapa com postulantes ao Governo do Estado. Ambos participaram do São João de Campina Grande em junho, mas chegam às convenções sem palanques competitivos na disputa pelo Governo da Paraíba.

O peso real do apoio presidencial na Paraíba

A reportagem lembra que o apoio nacional não é determinante nas eleições paraibanas. Em 2006 e 2010, os candidatos oficiais de Lula ao Governo do Estado não foram eleitos, mesmo com o presidente em alta popularidade. O cenário atual é diferente. As convenções partidárias ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, quando partidos oficializam candidatos e alianças. É nesse momento que os palanques presidenciais serão testados na prática, com cada chapa tendo que equilibrar o apoio nacional com as demandas locais do eleitorado.

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