O ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley (Republicanos), afirmou que eventuais divergências com seu companheiro de chapa, o ex-governador João Azevêdo (PSB), são naturais. A declaração foi dada em Bananeiras, durante festa promovida pelo deputado estadual Eduardo Carneiro (PP), segundo a imprensa.
A fala de Nabor ocorre em um momento de tensões públicas na base governista paraibana, que tenta costurar uma aliança para as eleições de 2026. Um dia antes, João Azevêdo não participou da abertura do São João de Patos após demonstrar insatisfação com a perda de prefeitos de sua base para a pré-candidatura de Nabor ao Senado.
O tom da defesa da união
Nabor Wanderley minimizou os desentendimentos. “Acho que, do mesmo jeito que acontece comigo, acontece com ele também [prefeitos que apoiam um e não apoiam outro]. Mas nós estamos unidos nesse projeto”, disse. O pré-candidato acrescentou que algumas divergências são normais dentro da política e que vão continuar construindo a campanha, apresentando um histórico de trabalho.
A declaração foi feita em um evento onde também estava presente João Azevêdo, o que sugere um esforço para apresentar harmonia pública.
O pano de fundo das rusgas
O episódio que antecedeu as falas de Nabor ilustra a disputa por apoio dentro da aliança. Na sexta-feira (19), João Azevêdo se ausentou da abertura do São João de Patos, cidade que foi administrada por Nabor. A insatisfação do ex-governador estaria ligada à migração de prefeitos de sua base de apoio para o projeto senatorial do republicano.
Essa movimentação expõe uma fragilidade na costura eleitoral para o Senado, onde ambos concorrem em chapas diferentes para o mesmo cargo.
O teste para a aliança PSB-Republicanos
A chapa com Nabor Wanderley e João Azevêdo depende de uma unidade que vá além das aparências em eventos conjuntos. A disputa por espaço e apoio municipal é um campo natural de atrito, especialmente quando os dois são figuras de peso e com bases próprias.
A capacidade de gerenciar essas divergências, classificadas como normais por Nabor, definirá a solidez da campanha. O risco é que as rusgas por prefeitos e votos localizados se transformem em uma divisão mais profunda, prejudicando a ambos nas urnas. A pressão agora é para que as negociações internas mantenham o grupo coeso enquanto disputam com outros nomes, como o do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).




