A Polícia Federal afirmou nesta segunda-feira (13) que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, tinha aval do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para atuar na indicação de emendas parlamentares ao lado de Eduardo Cunha, que não ocupa mandato. A informação consta em representação enviada ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurado, Motta ainda não se manifestou sobre a acusação. No sábado (11), ele já havia classificado como “tentativa de criminalizar a política” a decisão de Dino que bloqueou bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dentro da mesma investigação. A PF aponta que os indícios indicam que Fialek atuava sob ordens da presidência da Câmara.

O ministro Flávio Dino determinou que Motta envie, em até dez dias corridos, toda a documentação de tramitação interna das emendas sob suspeita. A Câmara terá de entregar os papéis organizados por emenda, para subsidiar a apuração de direcionamento ilícito e desvio de finalidade na destinação de recursos.

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A pressão sobre Hugo Motta

A revelação da PF coloca o presidente da Câmara em uma posição delicada. Ainda sem resposta oficial, ele terá de explicar como uma servidora de seu gabinete teria aval para operar emendas com um ex-deputado sem mandato. O prazo de dez dias para entregar os documentos pode trazer novos elementos que aprofundem a investigação ou reforcem a defesa de Motta. O desenrolar do caso deve ser acompanhado de perto no Congresso e na Paraíba, onde Motta é uma das principais lideranças políticas.

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