Uma tentativa de golpe contra familiares de pacientes internados na UTI do Hospital Regional Santa Filomena, em Monteiro, no último sábado (25), atinge diretamente quem já vive sob pressão emocional. Criminosos se passaram por médicos e pediram R$ 5 mil via Pix para um suposto procedimento cirúrgico de urgência. Uma assistente social do hospital impediu o prejuízo ao esclarecer a fraude a tempo.
O caso foi em Monteiro, no Cariri, mas o alerta vale para todo o estado. A informação foi divulgada pelo site Vitrine do Cariri.
Onde denunciar e como se proteger na Paraíba
A Polícia Civil da Paraíba tem uma Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) que investiga fraudes como esta. Qualquer pessoa que receba ligação ou mensagem suspeita pode registrar boletim de ocorrência presencialmente ou pelo site da Polícia Civil. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) também pode ser acionado, especialmente quando o golpe afeta a coletividade ou envolve vulneráveis.
A Febraban mantém um guia público de segurança com orientações para identificar golpes de engenharia social, como o que simula emergências médicas. A recomendação é nunca realizar pagamentos sem confirmar a informação diretamente com o hospital.
O papel dos hospitais e da segurança pública
O Hospital Santa Filomena reforçou que nenhum procedimento é cobrado diretamente de pacientes ou familiares. A orientação da unidade é que qualquer contato pedindo dinheiro seja tratado como suspeito e comunicado imediatamente à direção do hospital ou à equipe de assistência social.
A Anvisa estabelece normas de segurança para hospitais que incluem comunicação clara com pacientes e familiares para prevenir fraudes. Na prática, cada unidade precisa treinar a equipe para identificar e barrar tentativas de golpe, como ocorreu em Monteiro.
Como as famílias podem se unir para evitar novos casos
Não há grupos formais de apoio a vítimas de golpes na região de Monteiro. Mas os próprios familiares de pacientes podem adotar medidas simples de proteção mútua: combinar entre si que nenhum pagamento será feito sem antes falar com a assistência social do hospital; criar grupos de WhatsApp para compartilhar alertas sobre ligações suspeitas; e exigir da direção do hospital um canal direto e rápido para confirmar procedimentos.
O Código Penal tipifica o estelionato (artigo 171) com pena de um a cinco anos de reclusão, agravada quando a vítima é idosa ou vulnerável, o que se aplica a familiares de pacientes em UTI.
O que ainda falta para proteger as famílias paraibanas
Em Monteiro, a prevenção dependeu da ação de uma profissional do hospital. Não há informação pública sobre se a Polícia Civil já abriu investigação para identificar os criminosos. Cabe à comunidade cobrar que a Delegacia de Crimes Cibernéticos atue de forma célere e que outros hospitais da Paraíba adotem protocolos claros de comunicação com familiares para evitar que o golpe se repita.
A redação do Alerta Paraíba tentou conseguir resposta da direção do Hospital Santa Filomena sobre medidas adicionais de segurança, mas não conseguiu entrar em contato.




