O deputado estadual Fábio Ramalho (MDB) afirmou nesta sexta-feira (28) que acredita na união de Cícero Lucena (PP) e Efraim Filho (PL) em um eventual segundo turno da eleição para o governo da Paraíba. A declaração revela a aposta da oposição em uma convergência futura, mas também escancara o que ainda não foi resolvido: nenhum dos dois pré-candidatos confirmou apoio ao outro, e os obstáculos práticos para a aliança seguem sem resposta pública.

Para Ramalho, Cícero e Efraim estão em projetos distintos no primeiro turno, mas poderão se juntar na segunda etapa para enfrentar o governador Lucas Ribeiro (PP). “Sem sombra de dúvida, é o primeiro turno, a gente está em sentidos diferentes, direções diferentes, mas o segundo turno absolutamente é um projeto das oposições da Paraíba”, disse o deputado durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM. Ele não estabeleceu condições específicas para a composição.

O que se sabe e o que falta saber

A fala de Ramalho não responde às perguntas centrais para que a união saia do papel. Veja o que está em aberto:

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Intenção de voto, O deputado citou pesquisas, mas não divulgou percentuais. Até o momento, não há dados públicos de levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmem a viabilidade de um segundo turno com a participação de Cícero e Efraim. Sem esses números, a projeção segue no campo da aposta política, não do fato eleitoral.

Prazo legal, O calendário eleitoral define prazos para formalização de coligações e declaração de apoio no segundo turno, mas Ramalho não mencionou nenhuma data. Não há anúncio oficial de reunião entre os partidos para discutir o tema.

Precedentes de aliança, Não há registro de coligação entre MDB e PL em segundo turno na Paraíba em eleições anteriores. Em âmbito nacional, as duas legendas têm estado em campos opostos nos últimos pleitos presidenciais, o que torna a aproximação um movimento atípico e sujeito a resistências internas.

Entraves políticos, Cícero Lucena e Efraim Filho concorrem separadamente e até agora não sinalizaram a intenção de se apoiar mutuamente. A diferença de projetos no primeiro turno e a ausência de um aceno público de cada candidato são os principais entraves concretos para a união.

O teste da união oposicionista na Paraíba

A aposta de Fábio Ramalho depende de fatores fora do controle do seu partido. Sem pesquisa que sustente a viabilidade eleitoral da aliança e sem o aval dos pré-candidatos, a promessa de união segue no campo da intenção política. O que está em jogo é a capacidade da oposição de transformar a declaração em movimento coordenado antes do segundo turno, e se os partidos conseguirão superar as diferenças que hoje os mantêm em lados opostos na primeira etapa.

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