O deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) estimou em apenas 2% a possibilidade de apoiar João Azevêdo numa eventual candidatura ao Senado nas Eleições Paraíba 2026. A declaração foi dada ao comentar o cenário político e as articulações em torno da disputa pela vaga.
Enquanto isso, o prefeito de São José dos Cordeiros, Felício Queiroz (PL), agradeceu ao governador João Azevêdo por investimentos em São José dos Cordeiros e reforçou publicamente que está com ele para o Senado, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmou o apoio de Lula a João Azevêdo e Veneziano na disputa ao Senado na Paraíba, de acordo com o Jornal da Paraíba. O contraste entre o cálculo de 2% do deputado e o apoio declarado de lideranças locais e nacionais mostra que a base de Azevêdo ainda tem arestas a aparar até 2026.
Apoios divididos em torno de João Azevêdo
De um lado, o deputado que fala em 2% sinaliza distância política em relação a uma candidatura de Azevêdo ao Senado. A fala quantificada, ainda que sem efeito prático imediato, expõe que nem todos na cena estadual se veem hoje no mesmo palanque do governador em 2026.
De outro lado, o prefeito de São José dos Cordeiros usa os investimentos na cidade como argumento para reforçar o compromisso com Azevêdo na disputa senatorial. O gesto associa obras e recursos ao alinhamento eleitoral e tende a pesar sobretudo no interior, onde o impacto de investimentos costuma aparecer com mais clareza para o eleitor.
Peso do apoio de Lula na disputa
Ao reafirmar o apoio de Lula a João Azevêdo e Veneziano para o Senado na Paraíba, Edinho Silva coloca o presidente diretamente no debate sobre a chapa majoritária de 2026 no estado. A sinalização interessa tanto à base governista quanto à oposição, que passa a calibrar seus movimentos diante da possibilidade de um palanque abertamente alinhado ao Planalto.
Esse tipo de endosso costuma servir como argumento de campanha e ferramenta de negociação interna. Ao mesmo tempo, não elimina divergências locais, como mostra a fala do deputado que praticamente descarta, hoje, caminhar com Azevêdo.
O que observar a seguir
A partir de agora, o ponto central é ver se a resistência explicitada pelo deputado se amplia ou se fica isolada diante do avanço de apoios de prefeitos e do reforço vindo de Brasília. Mudança no tom desse parlamentar, ou adesão de outros com discurso parecido, pode indicar fissuras mais profundas na base pró-Azevêdo.
Também deve pesar como os investimentos em cidades do interior, como São José dos Cordeiros, serão usados politicamente até 2026. Se forem replicados em outras praças e acompanhados de declarações de apoio, podem compensar parte das defecções e consolidar um campo mais estável para uma candidatura de João Azevêdo ao Senado.




