Os servidores municipais de Campina Grande que recebiam abaixo do salário mínimo conquistaram, em julho de 2026, o direito de receber o piso nacional no dia do vencimento. A vitória é resultado de meses de mobilização coordenada pelo SINTAB. Para os trabalhadores da Paraíba, o caso mostra como a organização coletiva pode pressionar por direitos básicos.
Greves, assembleias, caminhadas, atos públicos e até um cortejo fúnebre simbólico marcaram a campanha. O SINTAB conduziu a articulação, mas a adesão da categoria foi decisiva para o desfecho.
As etapas da mobilização
A estratégia dos servidores combinou pressão institucional e visibilidade pública. Foram realizadas assembleias para deliberar rumos, reuniões com a gestão municipal e atos nas ruas de Campina Grande. O cortejo fúnebre simbólico, em particular, chamou atenção para a situação de trabalhadores que recebiam menos que o mínimo.
O SINTAB coordenou cada fase, manteve a categoria informada e mobilizada. A adesão maciça às paralisações e aos atos públicos foi o fator que levou a Prefeitura a negociar o cumprimento do piso salarial.
Canais de apoio para outros trabalhadores
A experiência de Campina Grande pode orientar servidores de outros municípios. Segundo a Câmara Municipal de Campina Grande, a Lei Orgânica do município estabelece direitos e deveres dos servidores, incluindo regras sobre remuneração e data de pagamento. Essa foi a base legal que sustentou a reivindicação.
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) fiscaliza o cumprimento de obrigações trabalhistas pelos municípios e pode receber denúncias de atrasos ou descumprimento do salário mínimo. O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Paraíba também atua na defesa dos direitos coletivos dos trabalhadores e pode ser acionado em casos de irregularidades.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Paraíba oferece apoio e orientação a sindicatos e trabalhadores que buscam organizar lutas por melhores condições. O SINTAB, por sua vez, mantém canais de comunicação com a categoria e pode servir de referência para sindicatos de outras cidades.
As pautas que o SINTAB ainda cobra da PMCG
A conquista do salário mínimo no vencimento não encerra a agenda de reivindicações. O SINTAB mantém na pauta a valorização salarial, o cumprimento das progressões de carreira, melhores condições de trabalho e respeito aos aposentados. A categoria segue mobilizada para garantir que esses pontos avancem.
A decisão sobre o ritmo das negociações cabe à Prefeitura de Campina Grande, que agora enfrenta a pressão organizada dos servidores por novas conquistas. Em nome de quem? Dos trabalhadores que sustentam o funcionamento do município e que, com a luta coletiva, mostraram que o direito ao salário mínimo não é favor, é obrigação.




