A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (22) um homem de 23 anos suspeito de participar de um assalto a uma residência no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Durante o crime, ocorrido no dia 8 de julho, uma mãe e duas filhas foram mantidas reféns por cerca de duas horas e obrigadas a fazer transferências via Pix que somaram aproximadamente R$ 40 mil. O suspeito é filho da diarista que prestava serviços na casa invadida e confessou a participação, segundo o g1.

O caso importa porque revela a sofisticação de crimes patrimoniais na Paraíba, com uso de informações privilegiadas obtidas por funcionários domésticos para planejar a ação, e expõe a vulnerabilidade de famílias mesmo dentro de casa.

Como o crime aconteceu

Por volta das 21h do dia 8 de julho, a mãe e as duas filhas chegavam em casa quando dois homens encapuzados, que já haviam invadido o imóvel, as renderam no quintal. Durante as duas horas de cárcere, as vítimas foram obrigadas a fazer diversas transferências bancárias via Pix. Os criminosos também levaram cinco celulares, uma caminhonete, dinheiro em espécie e outros objetos.

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Após a fuga, a caminhonete foi localizada horas depois perto da residência, mas os demais bens roubados ainda não foram recuperados.

A investigação e as prisões

O suspeito de 23 anos foi localizado e preso em casa, também no bairro Malvinas. Durante o interrogatório, confessou participação no crime. Um segundo envolvido na ação continua foragido.

No dia seguinte ao assalto, 9 de julho, duas mulheres foram presas em flagrante em Santa Rita, na Grande João Pessoa, suspeitas de receber parte do dinheiro obtido na extorsão. Segundo a investigação, elas ficaram com uma comissão e repassaram o restante para outras contas indicadas pelos autores.

O preso deve responder por roubo majorado, extorsão mediante restrição da liberdade das vítimas e lavagem de dinheiro.

O elo frágil que a diarista representa na segurança doméstica

O caso expõe uma brecha de segurança pouco discutida: a informação privilegiada que funcionários domésticos ou prestadores de serviço têm sobre a rotina e os bens das famílias. O filho da diarista sabia o horário de chegada das vítimas e que a casa estaria vazia para a invasão.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e prender outros possíveis envolvidos. A prisão do suspeito nesta quarta não encerra o caso, e a permanência de um foragido indica que a rede criminosa pode ter outros elos ainda não mapeados.

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