A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Ponto Cego. A ação, realizada pela Diretoria de Operações (DIOP) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, teve como alvo estruturas clandestinas de videomonitoramento mantidas por organizações criminosas.
O foco foi identificar e remover equipamentos usados ilegalmente para ampliar o controle territorial de grupos criminosos e dificultar a atuação das forças de segurança, segundo reportagem do portal Fonte 83. A remoção dessas câmeras busca devolver aos paraibanos a tranquilidade de circular em espaços públicos sem serem vigiados por criminosos.
Onde e como a operação atuou
Foram mobilizados 150 policiais civis para cumprir as medidas em nove municípios, com maior concentração na Região Metropolitana de João Pessoa. As cidades atingidas foram João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Conde, Bayeux, Pedras de Fogo, Pitimbu, Alhandra e Caaporã, além de Mulungu.
Durante a ação, doze mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Ao todo, 69 equipamentos clandestinos foram identificados e programados para remoção.
A estratégia por trás da ação
As investigações e o trabalho de inteligência da Polícia Civil haviam mapeado a existência desses sistemas. As câmeras eram usadas pelas facções para monitorar áreas estratégicas e acompanhar a movimentação de equipes policiais.
A Operação Ponto Cego faz parte das ações da Operação Paraíba Mais Segura, uma iniciativa contínua que integra todas as forças de segurança do estado. O objetivo declarado é coibir a criminalidade e aumentar a presença policial nas ruas.
O que está em jogo no controle territorial
A remoção das câmeras é um passo tático direto no enfrentamento ao crime organizado. A presença desses aparatos ilegais representava um desafio à autoridade do Estado, permitindo que facções antecipassem operações policiais e mantivessem domínio sobre territórios.
O sucesso da medida, no entanto, será medido pela capacidade de evitar a reinstalação dos equipamentos. A operação coloca à prova a integração contínua entre as forças de segurança e a efetividade da inteligência policial para manter o controle sobre os espaços públicos retomados.




