A discussão sobre quem será o candidato a vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro (PP) ganhou força nos bastidores da política paraibana. O nome do deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) é o mais cotado no momento, e a definição ocorre a menos de dez dias do prazo final para registro de candidaturas, que, segundo a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), termina em 15 de agosto. Para o leitor paraibano, a composição da chapa pode redefinir alianças e o equilíbrio de forças entre as principais lideranças do estado.

Nos bastidores, duas leituras principais circulam entre aliados e integrantes da base governista. De um lado, parte dos políticos avalia a eventual escolha de Eduardo Carneiro como um movimento de renovação e fortalecimento da chapa, capaz de ampliar a base de apoio. De outro, setores da base demonstram insatisfação com a possível exclusão do deputado Adriano Galdino (Republicanos), que vinha sendo citado como um dos nomes para o posto. A ausência de Galdino é interpretada por esses grupos como um desprestígio a uma liderança com peso eleitoral e articulação dentro da Assembleia Legislativa.

A definição da vice também mexe nas negociações com outros partidos. O prazo apertado, somado à necessidade de equilibrar forças entre as correntes políticas, torna cada movimento nos bastidores uma peça na estratégia eleitoral. Pesquisas de opinião, como a do Instituto Seta mencionada em matéria anterior do Alerta Paraíba, podem influenciar a decisão ao indicar a aceitação de nomes junto ao eleitorado, mas nenhum dado oficial sobre o tema foi divulgado até o momento.

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O prazo que aperta as negociações

A decisão final cabe ao candidato Lucas Ribeiro e ao seu partido. Até o anúncio oficial da chapa, as discussões nos bastidores devem continuar, com cada corrente política medindo seus movimentos. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) será o órgão responsável por homologar a candidatura e fiscalizar o cumprimento das regras. O que pode definir o desfecho é a capacidade de conciliar os interesses internos da base sem perder o foco na ampliação de alianças para a eleição.

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